Autor: Carlos Soares

  • A Noite das Bruxas | Novo filme baseado nos livros de Agatha Christie ganha trailer; assista agora

    A Noite das Bruxas | Novo filme baseado nos livros de Agatha Christie ganha trailer; assista agora

    Você piscou e ele está de volta. Após duas produções baseadas no universo dos livros de Agatha Christie, Kenneth Branagh retorna para dirigir a sua mais nova obra: A Noite das Bruxas. A princípio, o filme possui previsão de estreia para o mês de setembro deste ano.

    Confira o pôster oficial de “A Noite das Bruxas”

    O Universo Agatha Christie de Kenneth Branagh

    Tendo iniciado em 2019 com “Assassinato no Expresso do Oriente“, e continuando com a sequência “Morte no Nilo” (2021), o universo de Agatha Chistie com o diretor Kenneth Branagh chega ao seu 3º episódio. Contudo, se antes os fãs achavam que as adaptações não estavam fiéis, agora é muito provável que tenham certeza.

    Publicado originalmente em 1969, sob o título de “Halloween Party“, o livro de Agatha Christie foi adaptado para o Brasil com o nome de “A Noite das Bruxas” e será a principal inspiração para o novo filme da 20th Century Studios. No entanto, a história principal passou por uma grande releitura para a obra de Branagh.

    Logo de cara, o pacato vilarejo britânico, cenário da trama publicada no livro original, aqui será substituído pela encantadora cidade de Veneza, na Itália. Além disso, a história agora ganha ares sobrenaturais, inclusive, com a realização de sessões espíritas e aparições fantasmagóricas.

    Em entrevista ao portal Omelete, o diretor Kenneth Branagh falou sobre as decisões artísticas tomadas para este novo longa-metragem.

    Este é um thriller sobrenatural, o que significa que as regras do nosso mundo nem sempre se aplicam. Assim, nós vemos toda a confiança que caracteriza o personagem de Poirot ser desconstruída aos poucos por todos esses acontecimentos assustadores… e isso tudo em Veneza, um cenário que nunca desaponta.

    Kenneth Branagh, Ator e Diretor de “A Noite das Bruxas”

    Sobre a decisão do cenário, aliás, Kenneth explica que quer levar o icônico detetive Hercule Poirot – personagem que interpreta no filme – para um lugar mais atrativo do que uma simples vila escondida na Europa.

    O nosso Poirot vive em um contexto de viagem e de aventura, o que também não deixa de ser um escapismo para ele. Veneza certamente serve como um pano de fundo diferente e misterioso, mas também como uma armadilha física para Poirot. Pela natureza da cidade, ela é um microcosmo fechado, isolado do restante do mundo. Nesse contexto, ele não só tem que resolver o mistério como também encarar alguns demônios do seu passado.

    Explicou Kenneth Branagh

    Assista ao trailer de “A Noite das Bruxas”

    A Noite das Bruxas: elenco de peso

    Além de Kenneth Branagh e Michelle Yeoh – atual vencedora do Oscar de Melhor Atriz -, o filme possui outros nomes de peso no elenco, como Tina FeyJamie DornanKelly ReillyKyle Allen e Camille Cottin. A previsão de lançamento do longa-metragem é o dia 14 de setembro de 2023.

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  • [Entrevista] Oscar 2023: o que esperar da 95ª edição do prêmio mais aguardado do cinema?

    [Entrevista] Oscar 2023: o que esperar da 95ª edição do prêmio mais aguardado do cinema?

    Chegou o momento do ano mais aguardo por todo cinéfilo! Na noite do próximo domingo (12), acontece o Oscar 2023. A premiação de cinema mais prestigiada no mundo chega à sua 95ª edição repleta de expectativa e incertezas, principalmente após os acontecimentos do ano passado.

    O evento que coleciona momentos marcantes o longo dos anos, tanto positivos como negativos, é sempre garantia de bom entretenimento. Contudo, às vezes as situações se tornam um pouco constrangedoras e algumas até acabam saindo do controle. Motivo pelo qual a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou a criação do “Comitê de Crise” para este ano.

    Mas, afinal, o que esperar desta próxima premiação? Será que o Oscar está perdendo prestígio? Quais as principais apostas para a noite? Para responder estas, e muitas outras perguntas, o Portal Cinerama conversou com Marcio Sallem, professor e crítico de cinema, dono do perfil no Instagram “Cinema com Crítica”.

    A cerimônia de premiação do Oscar

    Conhecida como a premiação de cinema mais antiga ainda em vigor, o Oscar teve a sua primeira edição em 1929, na cidade de Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos. Os responsáveis por selecionar os filmes indicados e também os vencedores eram, e ainda são, os votantes membros da Ampas, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

    A princípio, o evento começou sendo apresentado em um hotel estadunidense para espectadores que pagavam cerca de $5 para assistir. No entanto, com os passar dos anos a premiação foi ganhando prestígio, credibilidade e hoje é o principal evento do mundo quando o assunto é a sétima arte.

    Com toda a certeza, o Oscar marcou gerações de artistas e amantes do cinema. Muitos dizem que começaram a gostar de filmes muito por causa da premiação. Já outros, alegam que passaram a assistir ao prêmio devido a algum filme que estava concorrendo, como no caso do professor e crítico Marcio Sallem, dono do “Cinema com Crítica” perfil no Instagram com mais de 159 mil seguidores.

    “Eu trabalho com cinema desde fevereiro de 2010. Na verdade, dá para voltar atrás até 2002, mas ainda era uma etapa amadora, não profissional. Eu acompanho a cerimônia do Oscar desde 1998, influenciado pelo sucesso de Titanic”, contou Marcio em entrevista exclusiva para o Portal Cinerama.

    Oscar 2023
    Marcio Sallem, professor e crítico, responsável pelo perfil “Crítica com Cinema” no Instagram fala sobre o Oscar 2023 – Foto: Divulgação/Redes Sociais

    Depois de tantos anos acompanhando o prêmio, Sallem revela que vivenciou uma porção de lembranças e decepções com o Oscar. Durante a conversa, contou um pouco sobre momentos que considera marcantes em relação ao evento:

    “Eu tenho lembranças e frustrações marcantes. Eu nunca esqueci, por exemplo, a perda de Sylvester Stallone no Oscar de 2016 para Mark Rylance; ou a gafe histórica da troca dos envelopes no prêmio de melhor filme, entre Moonlight e La La Land. O Oscar de Martin Scorsese por Os Infiltrados, e a reunião de seus amigos no palco para premiá-lo, ou o terceiro Oscar de Jack Nicholson, por Melhor é Impossível, quando imita a forma de andar de seu personagem no filme. Eu poderia enumerar muitos mais”, declarou o professor e crítico.

    A credibilidade questionada e a perda de audiência do Oscar

    Apesar de ainda possuir um legião de pessoas que esperam ansiosas pelo dia da premiação, o Oscar parece não estar mais reunindo tantos fãs como antigamente. Uma prova disso, são os números divulgados pelas emissoras de televisão norte-americanas revelando uma queda significativa de audiência com o passar do últimos anos.

    Sobre um possível desinteresse do público por parte do evento que desde 2002 acontece no Dolby Theatre, em Los Angeles, Marcio Sallem afirma que existem muitos fatores que podem explicar os números negativos por parte dos espectadores.

    “Há tantos fatores para atribuir a queda de relevância da premiação do Oscar. O desinteresse do público pela premiação, associado à indicação de filmes que não representavam o apelo popular de quem se dispunha a assistir a 3 horas e meia de premiação. A qualidade da premiação também, com esquetes decepcionantes (a da entrega de pizzas é um dos pontos baixo), alguns apresentadores que não animavam os espectadores. Mas deve ser levado em consideração a mudança do modo de consumo do espectador, que não é mais público de televisão aberta ou fechada, mas público de serviços de streaming”, explicou.

    Nesse ínterim, há quem diga que o Oscar perdeu credibilidade após as suas últimas edições. Depois de algumas decisões muito questionáveis, como o prêmio de melhor filme entregue a “Green Book: o guia” em 2019, dentre outras diversas situações polêmicas, muitos fãs de cinema afirmam que não levam mais a premiação em consideração quando decidem ver algum filme.

    Green Book
    Momento em que Green Book fatura o Oscar de melhor filme em 2019 – Foto: Reprodução/Jornal no Palco

    Quando perguntando sobre concordar com este tipo de afirmação, Sallem declarou ao Portal Cinerama que:

    “Sim e não. Para quem conhece o funcionamento da temporada de premiações, sabe que o Oscar é, antes de tudo, o prêmio do cinema americano e concedido por uma associação americana, a AMPAS”, afirmou se referindo ao fato de que por ser estadunidense, muitas vezes o prêmio não avalia uma série de obras produzidas em outros países.

    “Considerar o Oscar parâmetro de qualidade é considerar que se pode, de modo objetivo, ranquear a arte por qualidade, e isto é impossível. Primeiro porque quem vota no Oscar são pessoas, cerca de 10.000 membros da AMPAS que levam em consideração não apenas sua subjetividade, mas também a campanha dos filmes que disputam. Segundo porque não é razoável que, dentre esses 10.000 membros, todos possam ver todos os filmes lançados comercialmente ou, ao menos, os filmes que estão em disputa aberta. São seres humanos, movidos por sentimentos, influências, imediatismos, e isso faz parte do que é a festa do Oscar”, completou Marcio.

    Para tentar recuperar a audiência perdida ao longo dos últimos anos, a cerimônia passou a cogitar algumas hipóteses e testar coisas diferentes. Uma delas foi a exclusão da apresentação ao vivo de algumas categorias, na intenção de tornar o tempo de transmissão menor. Decisão que foi amplamente criticada, fazendo com que a Academia voltasse atrás.

    Outra medida, foi levar em consideração a possibilidade de criar a categoria de “melhor filme popular” que, em tese, premiaria o filme que mais teve prestígio nos cinemas. Mas, conforme explica Marcio Sallem, esta decisão não era uma boa forma de atingir o objetivo desejado pelo Oscar.

    “Não, não considero [uma boa decisão]. E acredito que a Academia tenha enterrado a medida depois que Army of the Dead ganhou a votação no Twitter para o Oscar do ano passado. O melhor filme popular já está escolhido pela bilheteria anual, e não precisa ser referendado pelo Oscar como forma de consolação”, explicou.

    Na tentativa de encontrar uma saída para o problema da audiência, Marcio apresentou algumas opções mais plausíveis.

    “Dentre as medidas que podem atrair a audiência estão a venda dos direitos de transmissão a serviços de streaming, por exemplo a Netflix, tal como fez a SAG-AFTRA que entrega o Prêmio do Sindicato dos Atores, a dinamização do prêmio, senão diminuindo sua duração, ao menos tornando-o mais amigável e divertido para o espectador.”

    O “Comitê de Crise”

    A edição de 2022 registrou muitas histórias interessantes, como a disparada do filme “No Ritmo do Coração” na reta final da votação para garantir o prêmio de melhor filme da temporada. O que deu o primeiro Oscar da categoria para a Apple, desbancando a Netflix, que sonha com isso há anos. Entretanto, o que realmente chamou a atenção no evento do ano passado não tem nada a ver com filme algum.

    Em determinado momento do cerimônia, o humorista Chris Rock, encarregado de apresentar o espetáculo, fez algumas piadas provocando o ator Will Smith, que se levantou do seu assento e agrediu o apresentador.

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    Momento em que Will Smith acerta tapa em Chris Rock durante o Oscar 2022 – Foto: Reprodução/UOL

    Enquanto todos ainda estavam tentando entender o que aconteceu, o evento seguiu e a situação toda não pegou nada bem para a mídia e o público.

    No intuito de evitar ocasiões parecidas e saber como agir em momentos conturbados, a Academia criou para 2023 o “Comitê de Crise”.

    “A função do Comitê de Crise é lidar com excepcionalidades de modo ágil para não comprometer o andamento da cerimônia. Não creio que o Comitê terá muito trabalho nesta ou em edições vindouras, será mais uma medida decorativa da Academia”, declarou Sallem.

    As apostas para o Oscar 2023

    Com polêmica ou não, o evento mais aguardado com cinema no ano inteiro vai acontecer no próximo domingo, e os todos os cinéfilos já estão com as apostas na ponta da língua. Então, como este é o momento em que o bolões fervem, o responsável pelo “Cinema com Crítica” não poderia ficar de fora dos palpites.

    “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo deverá vencer, ao menos, 4 estatuetas: Filme, Diretor, Roteiro Original, Ator Coadjuvante, com chances significativas de Atriz e Montagem. Nada de Novo no Front deve ser premiado em melhor filme internacional, e ainda faturar o prêmio de melhor fotografia; já Top Gun: Maverick deverá se contentar com os prêmios técnicos de Som e Montagem”, apostou Marcio Sallem, dando destaque para o filme com mais indicações na noite.

    Oscar 2023 – onde assistir?

    Pela primeira vez em muitos anos, o evento não terá transmissão da Globo e de nenhuma outra emissora de TV aberta. Assim, quem quiser acompanhar ao vivo no próximo domingo (12), terá de assistir ao TNT ou HBO Max, a partir dás 21h (horário de Brasília). E é claro que você também acompanha todas as informações da premiação do Oscar 2023 aqui no Portal Cinerama.

    Relembre a vitória de “No Ritmo do Coração” como melhor filme em 2022

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  • “Especial Castelo Rá-Tim-Bum: o reencontro” leva o público de volta ao tempo em que sonhar era mágico

    “Especial Castelo Rá-Tim-Bum: o reencontro” leva o público de volta ao tempo em que sonhar era mágico

    Na noite deste sábado (25), vai ao ar o tão aguardado “Especial Castelo Rá-Tim-Bum: o reencontro“. Com exibição às 22h (horário de Brasília), a produção desenvolvida pela TV Cultura, com apoio da empresa Oreo, reúne atores e artistas envolvidos na construção de uma das séries mais conhecidas e amadas pelo público brasileiro.

    A fim de trazer de volta ao espectador o sentimento de nostalgia e estimular a mágica que habita dentro de cada um, o especial promove o reencontro dos personagens Nino, Biba, Zequinha, Morgana, Celeste e muitos outros. As histórias contadas sobre os bastidores, além das homenagens ao longo da exibição, revelam os motivos da série marcar a vida de tanta gente.

    O reencontro durante o Especial Castelo Rá-Tim-Bum

    Quando o porteiro revela que a senha está correta e abre as portas para que Cinthya Rachel – que interpretava Biba – adentre os corredores do castelo, o público imediatamente volta à sua juventude por cerca de uma hora. Não demora muito para os espectadores começarem a se identificar com os cenários e objetos dispostos em tela.

    O sentimento que toma conta é uma espécie de “Meu Deus! Eu estou aqui de novo. Depois de tanto tempo”, ao passo que é possível sorrir relembrando diversos episódios clássicos da produção, conforme itens aparecem em cena. No momento em que Rosi Campos (Morgana) e Cassio Scapin (Nino) se juntam à Cinthya, parece estar tudo pronto para uma vez mais todos se permitirem acreditar na magia do Castelo.

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    Divulgação: Especial Castelo Rá-Tim-Bum/Nadja Kouchi

    Aos poucos, pessoas e personagens importantes para a realização da série são inseridas no bate-papo que vai desde revelações de bastidores até curiosidades sobre cenas específicas. A participação do diretor responsável pela obra, Cao Hamburguer, permite ao público também entender que, apesar das mágicas e feitiços, existiu muito trabalho e empenho para Castelo Rá-Tim-Bum se tornar o fenômeno que é.

    As homenagens

    Se engana quem pensa que a produção da TV Cultura quer apenas contar histórias e voltar ao passado. Neste especial, os espectadores se deparam com fato de que as aventuras contadas por aqueles personagens plantaram frutos, para serem colhidos na sociedade atual.

    É gratificante ver os atores contanto que um personagem como a Penélope incentivou uma quantidade considerável de jovens a seguir a carreira em jornalismo. Da mesma forma que Bongô é uma das primeiras representações no audiovisual brasileiro de uma pessoa negra, sorridente e alto-astral, diferente do que se era acostumado a ver.

    Cópia de Crédito ©Nadja Kouchi Especial Castelo Rá Tim Bum 228
    Divulgação: Especial Castelo Rá-Tim-Bum/Nadja Kouchi

    Mas, além de tudo isso, o especial ainda abre espaço para homenagear os atores Wagner Bello (Etevaldo) e Sérgio Mamberti (Dr. Victor). Nomes de extrema importância dentro da produção e que, definitivamente, marcaram a vida de muitas pessoas que os assistiram.

    Em suma, “Especial Castelo Rá-Tim-Bum: o reencontro” leva o público de volta à infância, brinca com o imaginário das pessoas e mostra que até hoje a série tem um lugar especial dentro do coração de cada um.

    Serviço

    Especial Castelo Rá-Tim-Bum: o reencontro vai ao ar na TV Cultura neste sábado (25), às 22h (horário de Brasília). Mas, para quem não vai poder assistir, a produção fica disponível no YouTube da @OreoReceitasBrincantes Brasil a partir de domingo (26).

    Confira o trailer de “Especial Castelo Rá-Tim-Bum: o reencontro publicado pela Oreo Brasil

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  • 2ª temporada de “Cidade Invisível” ganha data de estreia

    2ª temporada de “Cidade Invisível” ganha data de estreia

    Chega de esperar! Dois anos depois do seu lançamento pela Netflix, a série brasileira “Cidade Invisível” finalmente vai receber a sua segunda temporada. Conforme confirmado pelo streaming do “tudum” nesta quarta-feira (22), a continuação da produção nacional estará disponível para o público em 22 de março.

    A trama de Cidade Invisível

    Logo quando estreou, em fevereiro de 2021, a série brasileira “Cidade Invisível” conquistou os espectadores por explorar de forma instigante e envolvente o folclore nacional. Na sua trama original, o detetive Eric, vivido Marco Pigossi, é atormentado pelas investigações de um assassinato. Contudo, ao mergulhar na busca por respostas, ele se vê diante de uma batalha entre o mundo visível e um reino subterrâneo habitado por criaturas mágicas.

    De fato, a produção levou mais tempo do que o habitual para ganhar a sua sequência. Entretanto, a nova temporada promete ir a fundo na história, além de desenvolver outros personagens que chamaram a atenção do público.

    O grande elenco de “Cidade Invisível”

    Além do protagonista vivido por Marco Pigossi, a série ainda conta com nomes de peso, como Alessandra Negrini e Letícia Spiller. Por fim, Manu Dieguez, Simone Spoladore, Zahy Guajajara, Kay Sara, Julia Konrad, Rodrigo dos Santos, Tatsu Carvalho, Marcos de Andrade, Mestre Sebá, Tomás de França e Ermelinda Yepario completam o elenco da produção.

    Confira o teaser oficial da 2ª temporada:

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  • [ENTREVISTA] Da Ponte pra Cá: documentário gravado em um celular chega às principais mostras de cinema do Brasil

    [ENTREVISTA] Da Ponte pra Cá: documentário gravado em um celular chega às principais mostras de cinema do Brasil

    De fato, não há o que questionar sobre a qualidade do audiovisual brasileiro. O país é reconhecido mundialmente pelos lançamentos de grandes filmes, séries, clipes e novelas. No entanto, é sabido também que produtores, atores e cineastas lutam muitas vezes mais para superarem as barreiras sociais e conseguirem se destacar na profissão.

    Para provar que existe muito potencial escondido na cultura brasileira, as jornalistas Isabela Alves, Mariana Lima e Letícia Erba produziram o documentário “Da Ponte pra Cá”. Em conversa exclusiva com o Portal Cinerama, elas contaram como a obra desenvolvida para o projeto Repórter do Futuro, em parceria com a empresa de comunicação OBORÉ, revela os desafios de se fazer cinema na periferia da capital paulista.

    Da Ponte pra Cá: de onde surgiu a ideia?

    A gente não tinha referências, infelizmente. O cinema independente no Brasil ainda é uma questão muito distante de muitos brasileiros. Até mesmo ir ao cinema hoje em dia é uma coisa inacessível”, começa contanto a jornalista Isabela Alves (25). De acordo com a profissional, a ideia surgiu da vontade de aproveitar o assunto do curso que estavam fazendo na época, o “Cinema e Jornalismo: Luzes sobre São Paulo”, promovido pelo projeto Repórter do Futuro.

    Eu e as meninas somos de diferentes distritos periféricos de São Paulo. Eu sou do Grajaú, a Mariana é de Parelheiros e a Letícia do Jardim São Luiz. Então, apesar de não termos referências nós pensamos: ‘vamos fazer na zona sul o Da Ponte pra Cá’”, complementou.

    Devido ao distanciamento cada vez maior da população com cinema, principalmente o independente, Isabela diz que foi necessário fazer pesquisas para adquirir conhecimento acerca do assunto. “A gente foi pesquisando na internet e, graças à uma matéria da Agência Mural, encontramos o Lincoln Péricles (diretor) e através dele nós fomos nos conectando aos outros diretores”, disse Alves.

    O desafio de gravar tudo em um celular

    De certa forma, tem até se tornado comum ouvir que alguns diretores utilizaram uma câmera de celular para gravar um filme. Mas, diferente de muitos que usam como único recurso possível, para a produção de “Da Ponte pra Cá” o celular pareceu ser a melhor opção diante de todo o equipamento disponível.

    Todas na equipe tinham câmeras fotográficas semiprofissionais que poderíamos ter usado, mas por uma questão de praticidade escolhemos o celular. Sabíamos que muitos diretores famosos vinham utilizando este recurso – apesar de nenhuma de nós ter um celular de última geração -, o que de certa forma serviu de referência”, revelou Mariana Lima (25). “Levamos a sério a frase ‘uma câmera na mão e uma ideia na cabeça’ e gravamos.”

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    Trecho do documentário “Da Ponte pra Cá” – Divulgação

    No entanto, além do desafio de produzir tudo utilizando um aparelho celular, as jornalistas também tiveram de enfrentar outros obstáculos para conseguir chegar no tão admirado resultado final. Com toda a certeza, o tempo foi um dos maiores desafios para a produção do curta-metragem. A montagem final foi outro processo que exigiu maior atenção, já que foi realizada em um espaço de apenas dois dias.

    Tínhamos um material bruto muito interessante, então cortar parte das entrevistas e depois alinhar tudo em uma narrativa coesa que contemplasse o que queríamos contar foi bem difícil”, afirmou Mariana.

    A referência ao Racionais MC’s

    Em uma tentativa de mostrar que ao contrário dos cineastas que têm suporte e estrutura constante nos centros, os criadores periféricos precisam “se virar nos 30” para conseguir contar as histórias que querem, o documentário foi nomeado com o título de uma música do Racionais MC’s. O grupo de rap fundado em 1988 serviu como inspiração para o desenvolvimento da produção das jornalistas.

    Tinha de ser esse nome. A música é bem conhecida e reflete a vivência de quem é da zona sul de São Paulo. A referência tinha de ser feita”, declarou Letícia Erba (25).

    Ainda sobre a homenagem ao grupo conhecido pela forte influência na música brasileira, Isabela declarou que “os Racionais são as referências. Eles querem empoderar a periferia a partir da arte deles. Eles uniram as periferias de São Paulo e mostraram que hip-hop é educação, é potência e a gente pode estar em todos os lugares que a gente imaginar. O hip-hop salva muitas vidas ainda hoje e a gente quis prestar essa homenagem a eles.”

    A mensagem que “Da Ponte pra Cá” deixa ao público

    Assistindo ao documentário, é possível perceber a linha de direção que as criadoras pensaram ao montar a narrativa. Fica clara a decisão de dar visibilidade aos artistas, produtores e cineastas que foram entrevistados. Dessa forma, é possível mostrar ao público que existe muita gente talentosa espalhada pelo Brasil, principalmente nas periferias.

    Esses artistas são incríveis! Acho que a ideia de que não ter muitos recursos não precisa ser um impedimento para você criar sua arte, e que também existe muita história pra ser contada, coisas próprias da nossa cultura que as pessoas têm vontade de assistir nela”, explicou Letícia.

    A fala da colega de trabalho é complementada por Isabela. Para ela, o filme tem como objetivo contar a história dessas pessoas na intenção de que o espectador consiga se identificar e se sentir inspirado a fazer o mesmo. “É possível fazer cinema a partir das nossas ferramentas. Tanto que a gente fez esse documentário sem nenhum investimento. Tivemos várias dificuldades, mas conseguimos concluir. Então serve para mostrar que o audiovisual precisa de investimento.”

    A gente fez um filme sem investimento nenhum e chegamos na mostra de cinema, só que vários cineastas lá também estavam fazendo assim. 60 mil, 80 mil. E eu acho que é justo que todos tenham a mesma oportunidade. Tem a cena do Lincoln Péricles falando que gravava utilizando cano de PVC. Então tem que mostrar realmente como as pessoas estão se virando, e que isso sirva de lição para que haja investimento”, completou.

    Da Ponte pra Cá
    Trecho do documentário “Da Ponte pra Cá” – Divulgação

    Afinal, é inegável a grande quantidade de profissionais competentes e talentosos que existem no país. Não à toa, há uma porção de histórias que muitas vezes nem chega ao imaginário do público, mas que precisam ser contadas. E essas histórias só serão contatas, se existir apoio, financiamento e referências para servirem de inspiração.

    Na mostra de Tiradentes, por exemplo, eu estava lá e uma pessoa me abordou falando: ‘caramba! Eu vi a Ponte do Socorro e essa é minha casa’. Então, eu espero que tenham mais histórias sobre a periferia. Obras como ‘Cidade de Deus’ são icônicas, importantíssimas, mas a gente também quer histórias sobre sonhar e viver uma vida de qualidade. Eu acho que têm várias opções e o audiovisual nos permite ir para diversos campos”, finalizou Isabela.

    Assista ao documentário “Da Ponte pra Cá” na íntegra:

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    Ingressos com preços diferentes? Rede de cinema dos EUA vai cobrar valor de acordo com a cadeira na sala

    Como nos shows e eventos esportivos! A AMC Theaters, uma das maiores redes de cinema norte-americanas, vai começar a ajustar o preços do ingresso de acordo com o assento dentro da sala. Ou seja, o cliente pode pagar mais barato, ou mais caro, dependendo do lugar que decidir sentar para assistir ao filme.

    Como funciona o ajuste do preço do ingresso?

    Segundo matéria publicada pela Variety, nos Estados Unidos, a empresa AMC Theaters chama a ação de Sightline (“linha de visão”, em tradução livre). A princípio, o preço do assentos nas primeiras fileiras custará um valor mais baixo em relação ao dos assentos posicionados no meio da sala, que irá custar mais caro.

    O Sightline na AMC alinha mais a abordagem de precificação de assentos da AMC com a de muitos outros locais de entretenimento, oferecendo preços baseados na experiência e outra maneira de os espectadores encontrarem valor no cinema”, declarou Eliot Hamlisch, vice-presidente executivo e CMO da AMC Theatres

    Embora cada assento no AMC ofereça uma incrível experiência de ir ao cinema, sabemos que alguns espectadores priorizam seu assento específico e outros que priorizam ir ao cinema com valor. O ‘Sightline at AMC’ acomoda ambos os sentimentos para ajudar a garantir que nossos hóspedes tenham mais controle sobre sua experiência, para que cada viagem a um AMC seja ótima“, concluiu.

    Em suma, são três opções diferentes de preço dos assentos. A primeira é o Standard Sightline, em que os “assentos mais comuns das salas que permanecem no valor tradicional do ingresso”. Logo em seguida, vem o Value Sightline, referente às cadeiras das primeiras filas do auditório, que ficam por um preço mais acessível.

    Por último, a opção Preferred Sightline, se referindo aos assentos no meio da sala, que serão adquiridos por um valor mais caro em relação aos demais. A ideia é que o próprio cinema ofereça ao cliente um mapa de assentos detalhado com cada uma das opções no momento da compra do ingresso, no aplicativo e na bilheteria.

    Quando começa a valer o ajuste?

    A iniciativa começa a valer já na próxima sexta-feira (9), em locais selecionados pela AMC em Nova York, Chicago e Kansas City. Caso funcione, o objetivo é expandir o programa para todos o país norte-americano até o final deste ano.

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    [ENTREVISTA] Todo Dia a Mesma Noite: Atriz Raquel Karro e a psicanalista Mariana Brito falam sobre a minissérie da Netflix

    Na última quarta-feira, 25, a Netflix lançou a sua nova minissérie ficcional. “Todo Dia a Mesma Noite” chegou para contar a história real do caso da Boate Kiss que tirou a vida de 242 pessoas. A tragédia que aconteceu em 2013, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, marcou o país devido à negligência dos envolvidos e a comoção entorno do luto dos familiares.

    Dez anos depois, o novo lançamento do streaming se inspira no livro homônimo da jornalista Daniela Arbex para reforçar a importância do não esquecimento do que aconteceu naquele fatídico 27 de janeiro. Para ajudar a entender por que a nova produção é tão necessária, o Portal Cinerama conversou com a atriz Raquel Karro, que interpreta a personagem Livia, e a psicanalista Mariana Brito.

    Por que uma minissérie sobre uma famosa tragédia se torna interessante?

    De fato, hoje em dia é muito comum ouvir uma pessoa dizer que vai assistir a algo para relaxar e ligar a TV ou smartphone para ver alguma produção sobre assassinato ou tragédia. Tem se tornado cada vez mais normal o hábito de consumir filmes e séries sobre temáticas vilanescas ou de situações tristes, mais ainda quando é algo que retrata um fato da vida real.

    Por se tratar de obras que podem gerar incômodo e receio em relação aos seus temas, se torna um pouco complicado entender ao certo o porquê de elas serem tão procuradas. Para explicar esse fenômeno, conversamos com a psicanalista Mariana Brito (27).

    Na visão da profissional, é muito interessante enxergar como as produções que abordam esses assuntos têm crescido cada vez mais. Para ela, esse movimento faz sentido quando se avalia que os humanos são seres naturalmente agressivos e encontram nessas situações a oportunidade de se colocar no lugar do outro e vivenciar aquela sensação.

    O ser humano tem um lado agressivo, violento, destrutivo, hostil, e ele não é facilmente expressado em sociedade, até porque existem limites do que a gente pode, ou não, fazer socialmente. Envolvem questões morais, éticas, de direito, pessoais de como cada um limita essas tendências. E isso acaba tendo de ser direcionado para outras coisas, para que a gente consiga descarregar a nossa raiva, ódio e violência”, explicou Mariana.

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    Mariana Brito – Psicóloga e psicanalista

    A busca por produções “True Crime” ou de tragédias que ocorreram na realidade revelam a necessidade que as pessoas têm em exprimir e experimentar sentimentos e sensações que não podem ser vivenciados nas relações sociais do dia a dia.

    É uma forma que as pessoas encontram de, às vezes até sem perceber, entender um pouco mais de si mesmas, da sua própria natureza humana, de como as pessoas são capazes de fazer certas coisas, ultrapassar limites e cometerem crimes”, completou Brito.

    Mas, a minissérie “Todo Dia a Mesma Noite” não é só uma produção qualquer sobre uma tragédia

    É importante ressaltar que, diferente de muitas produções, “Todo Dia a Mesma Noite” não busca o sensacionalismo, tão pouco tenta ganhar a audiência usando a dor como meio para tal. Na obra dirigida por Júlia Rezende, o sentimento dos familiares é responsável por guiar o público para questionamentos pertinentes a respeito do caso. Na tentativa de fazer o telespectador se questionar junto sobre o porquê tamanha negligência.

    Além disso, é possível compreender por meio da obra que, falar sobre a forma como as pessoas lidam com o luto pode ser uma maneira saudável de encarar a situação. Durante a conversa, Mariana Brito, que também é psicóloga, falou que é bom tratar de temas assim, pois são todas questões sociais.  

    A gente vê morte, luto, vários tipos de sofrimento que ainda, inevitavelmente, são tidos como algum tipo de tabu na sociedade. Ainda não é tão fácil falar sobre. A gente tenta evitar, tenta não pensar, porque realmente é muito sofrido. Mas, é real. Acontece. Faz parte da nossa vida e em algum momento a gente vai ter de lidar com esses temas”, disse Mariana.

    Reforçando a opinião da psicanalista, a atriz Raquel Karro, que interpreta a personagem Livia, mãe de uma das vítimas, afirmou que o processo de atuação “foi bonito, intenso e denso”.

    Acho que o maior desafio era sair de um sentimento único que toma meu corpo quando penso nessa perda, a perda de um filho, e conseguir mergulhar nos momentos distintos, nos tempos distintos daquela saudade, daquela dor. A série cobre vários anos, aquelas mães e pais passaram por muita coisa! E era importante trazer a presença para cada situação para não ficar em um único estado”, comentou Raquel.

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    Raquel Karro em cena na minissérie “Todo Dia a Mesma Noite” – Divulgação/Guilherme Leporace/Netflix

    Então, produzir uma obra que fala sobre o sentimento traumatizante de quem passou por um episódio como o de Santa Maria, pode se tornar algo benéfico. Tanto para as pessoas que estão enfrentando a luta e a dor da perda diretamente ligadas ao caso da Boate Kiss, como também, para quem assiste ao programa e pode estar passando por um momento parecido.

    A gente vive em uma época em que sofrer é tido como fragilidade, (como sinônimo) de não saber lidar, de que temos que guardar e não podemos demonstrar porque isso é fraqueza, e na verdade não. Na verdade, é o contrário. É totalmente natural sofrer, ficar mal”, afirma Brito. “Quando você tem acesso à mídias e histórias que retratam esses temas, você também acaba tento contato com as mais diversas formas que existem de viver o seu luto. Principalmente, quando perder alguém que ama, como no caso da minissérie”, completou.

    A carga emocional de produzir a minissérie “Todo Dia a Mesma Noite”

    A princípio, é possível imaginar o enorme trabalho por trás da produção da minissérie. Quando se leva consideração que a obra apresenta novos pontos de vista sobre um dos casos mais famosos do Brasil, já se pode ter ideia da magnitude do processo criativo. Em declaração ao Cinerama, a atriz Raquel Karro revelou um pouco do preparo com a equipe de atuação para as gravações.

    No começo do processo assistimos à uma palestra de duas terapeutas especializadas em luto coletivo, foi muito forte! Era pelo zoom, toda a equipe participando, as câmeras iam sendo desligadas porque um a um, uma a uma, íamos caindo no choro. Lembro de uma frase que tem me ajudado em um luto pessoal – meu pai faleceu não faz muito tempo: fazer as pazes com a tristeza para sentir melhor a saudade’”, declarou Raquel sobre a fase de preparação para viver sua personagem.

    Em seguida, Karro completou: “Também nos encontramos, eu e Paulo (Gorgulho), com a Júlia (Rezende) e a Carol (Minêm) – diretoras – para ler e discutir as cenas, os diálogos. Também fizemos um encontro de todas as mães e pais com a Júlia e a Carol, foi bem bonita essa conversa, para nos reconhecermos como grupo. Grupo de atrizes e atores, grupo de personagens, grupo de artistas atravessados e atravessadas por aquelas questões. A dor inimaginável.”

    Por que é tão importante revisitar o caso da Boate Kiss e colocar isso na minissérie “Todo Dia a Mesma Noite”?

    Eu fiquei muito atenta para o momento de fazer a cena em que eles recebem a notícia. E ela foi gravada no Dia das Mães! Veja isso… Mas a coisa que me surpreendeu mesmo foram as cenas na casa da família, que gravamos por último. Entrar na casa sem o filho, sabendo que ele não voltaria, foi uma sensação para a qual eu não estava preparada’’. Essa foi a resposta de Raquel quando perguntada sobre a cena que mais a marcou na minissérie.

    Decerto, ainda que a pessoa que assiste à obra não tenha vivenciado uma situação parecida, é muito difícil não se identificar. Querendo ou não, o mundo sabe o que aconteceu naquela madrugada, e a luta por justiça não pertence somente a quem estava diretamente ligado ao caso. É uma luta conjunta, onde o sentimento de indignação é compartilhado.

    Além do mais, é muito provável que existam pessoas passando pelo mesmo sentimento. Portanto, é legítimo que o espectador tenha o direito de assistir à uma produção em que seja possível olhar, compreender o sentimento alheio e se enxergar naquela posição.

    Quando perguntada sobre a possibilidade da minissérie desencadear um gatilho emocional em quem assiste, Mariana Brito explicou que isso se define de acordo com a intensidade que a pessoa tem com o que está sendo apresentado.

    É inevitável que a gente se identifique com temas como esse e histórias como essa. Então, quando existe algum conteúdo, algum assunto que é gatilho, você se sente bloqueado. É muito angustiante e doloroso. Mas, nesse caso, só quem pode saber e definir o que é gatilho é cada pessoa. Não é que vai ser fácil de assistir, mas o gatilho tem muito a ver comno que isso atinge aquela pessoa‘’’, declarou.

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    Todo Dia a Mesma Noite – Divulgação/Guilherme Leporace/Netflix

    Levando este ponto em consideração, é possível se questionar se deve haver algum limite para o que pode ou não ser reproduzido a respeito de casos reais. Sobre isso, Mariana diz o seguinte:

    Existe uma dificuldade de se estabelecer um limite, porque isso é muito particular. É muito difícil definir o que vai causar o quê nas pessoas. Claro que existem assuntos que são mais sensíveis e podem afetar mais, mas é difícil delimitar como isso vai atingir cada um. Talvez, um ponto importante seja a forma como isso é tratado. Você pode falar sobre todos os assuntos, inclusive é importante e necessário que você fale, mas a forma como eles vão ser tratados é o que pode estabelecer esses limites”, finalizou.

    A arte precisa dar abertura para que pensamentos, sentimentos, ações se fomentem em cada um, em cada uma. Pelo menos é assim que eu entendo. Mas é certo que as pessoas vão se conectar com a luta daquelas famílias tanto quanto com a dor”, concluiu a atriz Raquel Karro.

    Sendo assim, pode-se entender que a exibição da minissérie “Todo Dia a Mesma Noite” possui uma carga de importância enorme. Uma vez que, a obra consegue alinhar os fatos ocorridos na tragédia da Boate Kiss, com a dor do luto dos familiares e a incessante luta por justiça que ainda perdura. Definitivamente, a obra de Júlia Rezende existe para manter viva a memória sobre uma história que jamais deve ser esquecida.

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  • O brasileiro responsável pela abertura de “The White Lotus”

    O brasileiro responsável pela abertura de “The White Lotus”

    A vencedora do Globo de Ouro na categoria melhor minissérie/filme para TV “The White Lotus” tem cada vez mais encantado o público. Com uma produção ousada e roteiro irreverente, a série apresenta aventuras de funcionários e hóspedes de um resort.

    Lançada em julho de 2021, desde a sua primeira temporada os episódios têm cativado os espectadores. Contudo, o que provavelmente nem todos devem saber, é que a abertura de cada um deles é assinada por um artista brasileiro.

    Lezio Lopes, sergipano de 32 anos, atualmente vivendo na Austrália, é o responsável pelas artes exibidas no início de cada capítulo. Formado em designer de moda pela Universidade Federal do Ceará, o artista sempre teve o desenho como aquilo que mais gostava de fazer. Dessa forma, batalhou para conseguir desenvolver o seu talento e chegar onde está hoje, em uma produção da HBO.

    Conheça a trajetória do brasileiro responsável pela abertura de “The White Lotus”

    De fato, Lezio Lopes teve de trilhar um longo caminho para chegar até a série da HBO. Em entrevista à Revista Piauí, o artista contou um pouco da sua história e dos obstáculos que teve de superar.

    Hoje com 32 anos, o sergipano nascido em Aracaju foi uma criança que desenhava em qualquer superfície, parede ou papel. Utilizava materiais como lápis e canetas para exercitar a sua imaginação. Não à toa, sempre teve muita afinidade com as matérias escolares ligadas à arte.

    Crescido em uma família de seis irmãos, Lezio conta que todos sempre o encorajaram a correr atrás dos sonhos, independentemente do que fossem. Aos poucos, o jovem artista começou a se destacar na escola e se tornou referência entre os alunos quando o assunto do trabalho ou atividade exigia algum tipo de desenho.

    Sempre gostei de ser ‘o menino do desenho’. Num país como o Brasil, em que artistas ainda são tão desvalorizados, esses momentos de reconhecimento se tornam ainda mais importantes. Apesar do contexto do país ser esse, em casa eu sempre tive suporte e acredito que foi isso que me fez estar aqui hoje”, declarou Lopes, em entrevista à Piauí.

    O preconceito quando decidiu ser artista

    Apesar do claro talento que tinha, Lezio acabou sofrendo algumas críticas a respeito da sua escolha em viver do desenho.

    Decidi cursar a graduação de design de moda e escutei de amigos próximos e familiares coisas do tipo: “Você vai trabalhar com arte? Isso não vai dar dinheiro”, “Você vai fazer moda? Não vai conseguir ter uma vida boa”. Esses comentários desestimulam sim, mas nunca me atingiram o bastante para me fazer desistir”, declarou Lezio.

    Contudo, não só as críticas eram um desafio, como também a distância que teve de enfrentar para seguir seu sonho. Quando decidiu cursar design de moda teve de se mudar Fortaleza, no Ceará, e viver durante anos longe da família.

    Porém, Lopes diz que morar sozinho, descobrindo mais do mundo e de si mesmo, foi uma das maiores experiências de sua vida. Além disso, os professores e amigos da universidade o incentivaram ainda mais a correr atrás dos seus objetivos no universo da arte.

    Após anos de aprendizado, fazendo estágios, projetos e acumulando bagagem, entrou no mercado voltado para a sua área e, depois de um tempo, começou a trabalhar como freelancer.

    Sigo trabalhando dessa forma até hoje porque acredito que tenho mais liberdade nos projetos. Acredito que é dessa maneira que nós, artistas, vamos encontrando nossa identidade, nossos traços”, afirmou.

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    Abertura da série “The White Lotus” desenhada por Lezio Lopes – Divulgação: HBO

    A vida no exterior e a pandemia

    Depois de passar um algum tempo reunindo economias, Lezio se mudou para a Austrália em fevereiro de 2020. Mas, apesar de estar realizando um antigo desejo, não conseguiu aproveitar tanto quanto queria. Afinal, logo em seguida teve início a pandemia da COVID-19. O artista conta que pensou em desistir de tudo e voltar para casa durante este período.

    Aqui na Austrália me vi trancado numa casa em que eu não conhecia ninguém, com pessoas de diversas partes do mundo, gastando o dinheiro que guardei durante tanto tempo. Também fiquei com medo de a minha família pegar Covid, queria estar perto deles, tinha medo de não estar perto para ajudar de alguma forma”, afirmou.

    O convite para participar de “The White Lotus”

    Contudo, já que grandes artistas costumam utilizar momentos de infortúnio como combustível para se reinventar, Lopes utilizou o tempo em casa para começar a produzir. Criou um projeto de artes e ilustrações, publicando seus trabalhos no Instagram.

    Não demorou muito para chamar a atenção do público. Tendo como inspiração a tropicalidade nordestina das suas raízes brasileiras, os seus desenhos percorreram o mundo e chegaram aos olhos de marcas influentes.

    Foi quando uma agência de produção entrou em contato pedindo informações de um projeto de ilustrações para vídeo. Lezio conta que na época ficou um pouco preocupado, uma vez que nunca havia trabalhado com isso, mas aceitou o desafio.

    Falaram que seria um projeto da HBO, mas eu pensava que era algo menor. Seguimos com reuniões, briefings, eles me orientaram e fui fazendo as ilustrações. Só fui ter dimensão quando vi o primeiro episódio da primeira temporada, em julho de 2021, e vi a minha ilustração na abertura”, revelou.

    O artista assume que no início não esperava que a série fosse algo tão grande. No entanto, hoje em dia se orgulha do resultado e da relevância que “The White Lotus” recebeu.

    Até hoje a ficha não caiu, eu assisto e não acredito que faço parte de algo tão grande. Agora em 2022 veio a segunda temporada, e eles optaram pelo meu trabalho outra vez, e eu, novamente, fiquei super feliz e incrédulo”, finalizou Lezio Lopes.

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  • A mostra “O Cinema de Tim Burton” chega ao CCBB São Paulo; confira as informações

    A mostra “O Cinema de Tim Burton” chega ao CCBB São Paulo; confira as informações

    Os fãs da cinematografia única e peculiar de Tim Burton podem ficar felizes. Afinal, em 25 de janeiro chega ao Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo a mostra “O Cinema de Tim Burton”. Ao todo, o projeto vai exibir 42 filmes entre os dirigidos, os produzidos e os que influenciaram a carreira de um dos cineastas mais importantes de sua geração.

    Entre no universo de Tim Burton

    A fim de trazer diversão e despertar a imaginação do público, o CCBB SP apresenta a mostra “O Cinema de Tim Burton”. Um dos cineastas mais irreverentes da história da sétima arte volta a ganhar espaço no cenário cultural de São Paulo com o projeto que inclui a exibição de 42 filmes.

    Dentre os selecionados, estão 23 títulos dirigidos por Tim, além de um inspirado em uma de suas histórias e mais 18 longas-metragens que são considerados, pelo próprio diretor, como referências em sua carreira.

    Como carros-chefes da mostra, os famosos “Batman” (1989), “Edward Mãos de Tesoura”, (1990), “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e “A Noiva Cadáver” (2005) têm exibição garantida e prometem trazer o sentimento de nostalgia ao público.

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    Divulgação: CCBB SP

    Contudo, o projeto também celebra pessoas influentes na vida de Burton, já que alguns artistas conhecidos pela grande massa aparecem em uma porção de seus trabalhos. Como é o caso do ator Johnny Depp, presente em oito filmes que serão apresentados, e a atriz Helena Bonham Carter, presente em seis.

    Marcado pela criação de obras inesquecíveis, o cineasta já recebeu o Leão de Ouro no festival de Veneza, no ano de 2007, em homenagem à sua brilhante carreira. Portanto, a ideia principal de “O Cinema de Tim Burton” é percorrer a trajetória cinematográfica do artista. Uma vez que as apresentações vão desde um de seus primeiros trabalhos, o premiado curta “Vincent” (1982), que é uma homenagem a Vincent Price, um dos ídolos do diretor, até o remake de “Dumbo”, lançado em 2019.

    A mostra além dos filmes

    Na busca de garantir a imersão dos fãs no mundo de Tim Burton, o CCBB SP pretende realizar uma série de ações além dos filmes. Serão promovidas atividades gratuitas como debates com influenciadores e o curador da mostra, palestras com pesquisadores da área do cinema, masterclass, participação de cosplays inspirados nos personagens do diretor, e até maquiagens personalizadas.

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    Divulgação: CCBB SP

    “Tim Burton é um cineasta que tem fãs espalhados em todo o mundo. Seus filmes são muito marcantes visualmente. E de sua mente saíram histórias e personagens fantásticos como Edward Mãos de Tesoura e Beetlejuice. Personagens esses, que hoje fazem parte do imaginário dos cinéfilos”, declarou Breno Lira Gomes, o idealizador e curador da mostra.

    Serviço

    A programação completa da mostra, bem como o dia e horário da exibição de cada um dos filmes, além de suas sinopses, podem ser conferidos no site oficial do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Os ingressos possuem o valor de R$ 10,00 a inteira, R$ 5,00 a meia e podem ser adquiridos pela internet ou na bilheteria física. O projeto fica em cartaz no CCBB SP até 26 de fevereiro de 2023.

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  • Nas Ondas da Fé: comédia nacional estrelada por Marcelo Adnet chega aos cinemas com boa avaliação da crítica

    Nas Ondas da Fé: comédia nacional estrelada por Marcelo Adnet chega aos cinemas com boa avaliação da crítica

    Como a tradição manda, chegou a hora do lançamento brasileiro de verão. Já que sempre na mesma época do ano o cinema nacional estreia uma grande produção para as férias, desta vez não seria diferente. Portanto, no próximo dia 12 de janeiro chega às telonas de todo o Brasil a mais nova comédia “Nas Ondas da Fé”, estrelada por Marcelo Adnet.

    A história de “Nas Ondas da Fé”, com Adnet

    Contradizendo a máxima de que “futebol e religião não se discutem”, o ator e humorista Marcelo Adnet tem aproveitado os últimos meses para movimentar debates. Primeiro, em rede nacional, quando fez diversas inserções na programação da Globo para falar dos acontecimentos envolvendo a Copa do Mundo 2022.

    Na época, utilizou de piadas e imitações de famosos para levar ao público as risadas e os questionamentos que acercam o maior evento esportivo criado pelo homem.

    Agora, mas não menos polêmico, Adnet mais uma vez utiliza da arte para provocar reflexões e momentos de alegria na população brasileira. Como protagonista da nova comédia nacional “Nas Ondas da Fé”, dirigida por Felipe Joffily, Marcelo busca tirar gargalhadas das salas de cinema enquanto critica a manipulação religiosa.

    Adnet
    Divulgação: Imagem Filmes

    Na trama, Hickson (Marcelo Adnet), um homem de fé que trabalha como técnico de informática e locutor de telemensagem ganha vida fazendo bicos enquanto sonha em um dia se tornar radialista. Com a ajuda de sua esposa Jéssika (Letícia Lima), recebe um empurrãozinho para conseguir realizar o seu sonho.

    É desta forma que ele vai até o culto do apóstolo Adriano (Thelmo Fernades). Após conhecê-lo, Hickson assume o cargo de locutor na rádio evangélica “Nas Ondas da Fé”. Utilizando talento e dedicação, vai conseguindo conquistar fiéis ao mesmo tempo em que descobre que nem mesmo o céu é o limite.

    A opinião da crítica

    Apesar de tocar em um assunto sensível para muitas pessoas, o filme tem recebido elogios. “Nas Ondas da Fé” está sendo exaltado por parte considerável da crítica por conseguir promover reflexão sobre o tema central da história.

    O roteiro escrito pelas mãos de Lusa Silvestre, que contou com participação e argumentação do próprio Adnet, tem ganhado os especialistas por mostrar como a ganância e a multiplicação das instituições religiosas estão se desvirtuando do que realmente importa: a fé das pessoas.

    Elenco

    Além de Marcelo Adnet, Letícia Lima e Thelmo Fernandes – já citados na matéria – o filme ainda possui uma série de nomes conhecidos. Marcos Veras, Débora Lamm, Roberta Rodrigues, Stepan Nercessian, Fernando Caruso, Otávio Müller e Gregório Duvivier completam o elenco.

    Veja o trailer

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  • Com cerca de R$ 10 bilhões, novo Ministério da Cultura terá o seu maior orçamento na história

    Com cerca de R$ 10 bilhões, novo Ministério da Cultura terá o seu maior orçamento na história

    O setor cultural do Brasil parece finalmente estar recebendo a atenção que merece. Sob gestão do novo governo eleito, o Ministério da Cultura será recriado e receberá o seu maior investimento em toda a sua história. Ao todo, a pasta comandada por Margareth Menezes, escolhida para ser a Ministra da Cultura, terá um orçamente de aproximadamente R$ 10 bilhões em 2023.

    A recriação do Ministério da Cultura

    Chamado de MinC, o Ministério da Cultura está sendo recriado para 2023. Cumprindo sua promessa de campanha, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dá nova visibilidade ao setor que recebeu pouca atenção durante o último governo. Em suma, o orçamento destinado para a área em 2022 foi de apenas R$ 1,67 bilhão.

    Para assumir o comando da pasta e gerenciar a verba destinada, Lula optou por um forte nome dentro universo artístico. Dessa forma, a cantora, compositora e atriz Margareth Menezes foi escolhida para o cargo.

    Além da recriação do MinC, o governo eleito será responsável por um valor histórico para o orçamento cultural. A futura ministra assume o comando em 1º de janeiro e terá de administrar cerca de R$ 10 bilhões entre os departamentos e serviços da área.

    De onde vem o dinheiro?

    A princípio, é importante destacar que Lula considerou necessária e realizou, junto ao Congresso Nacional, uma reelaboração do orçamento de 2023. A medida foi tomada, pois, o petista não julgava justa a forma como a verba pública havia sido destinada pelo então presidente da república, Jair Bolsonaro (PL).

    Dentro desta reelaboração, foram carimbados R$ 5,7 bilhões para a cultura. Ao passo que, outros 3,8 bilhões serão arrecadados pela Lei Paulo Gustavo, que direciona parte do superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para o fomento das atividades e produtos culturais em razão dos efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia de Covid-19 no Brasil.

    O restante do valor, R$ 1,2 bilhão, chega da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine). O tributo é responsável por financiar ações na indústria audiovisual.

    Qual a importância disso para o cinema?

    Para quem não acompanha muito o assunto, pode ser um pouco complicado entender qual a importância disso tudo para o cinema. Para compreender melhor, basta tomar como exemplo a informação divulgada recentemente pelo portal Cinerama de que a Agência Nacional de Cinema (Ancine) pretende investir cerca de R$ 250 milhões em produções audiovisuais brasileiras no primeiro semestre de 2023.

     Quando se tem maior organização e investimento em um Ministério da Cultura no país, mais prováveis são as chances de se assistir grandes obras produzidas em solo brasileiro. O que aumenta a originalidade, a diversidade e a visibilidade da cinematografia nacional.

    Para Margareth Menezes, a notícia deve ser comemorada por todo brasileiro. “Gente, pra mim é muito importante poder anunciar que, depois de quatro anos de descaso na Cultura, finalmente, poderemos realizar”, declarou a futura ministra.

    “Unindo forças entre setor cultural, governo de transição e Congresso Nacional, garantimos um recurso orçamentário histórico que nos possibilitará reconstruir o Ministério da Cultura e também colocar em prática as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2, voltando a movimentar esse setor que emprega mais de 5 milhões de trabalhadoras e trabalhadores. É uma vitória enorme para a Cultura nesse final de ano”, finalizou.

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  • Ancine pretende investir R$ 250 milhões no 1º semestre de 2023

    Ancine pretende investir R$ 250 milhões no 1º semestre de 2023

    Investimento ainda faz parte dos orçamentos de 2021 e 2022

    Está definida a primeira parte do capital para o setor audiovisual brasileiro no ano que vem. Em suma, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) estipula um investimento de R$ 250 milhões no primeiro semestre de 2023. O valor ainda faz parte dos orçamentos dos anos de 2021 e 2022 destinados à categoria.

    Investimento da Ancine

    Segundo informação publicada na coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, próximo ao fim de janeiro, a Ancine lançará o edital. A princípio, o montante inicial é de R$ 163 milhões para a área de cinema. Já em maio, a agência vai publicar outro edital, no valor de R$ 90 milhões, destinado a produções para a TV.

    A medida acompanha a onda de renovação na agência. Como publicado anteriormente pelo portal Cinerama, a Ancine já havia anunciado também trocas na sua gerência e maior comprometimento com algumas pautas específicas. Dentre elas, o reforço do combate à pirataria em filmes nacionais no próximo ano.

    A diretoria da Ancine se reunirá em março. O objetivo é aprovar o orçamento de 2023. É provável que o número de editais aumente, muito por causa da volta da arrecadação da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine). O imposto é responsável por financiar o Fundo Setorial de Audiovisual.

    Contudo, se engana quem pensa que os investimentos param por aí. Ainda em março, a agência vai divulgar o resultado de nove editais. Ao todo, vão trazer investimento de R$ 645 milhões em produções para cinema, TV e streamings.

    A última grande estreia do cinema nacional

    O cinema nacional não para. A última grande estreia de uma produção brasileira aconteceu no último dia 22. A obra de comédia romântica “O Amor dá Voltas”, de Marcos Bernstein, está em cartaz nas telonas do país com Cléo Pires, Igor Angelkorte e Juliana Didone no elenco.

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  • Ancine vai reforçar o combate à pirataria de filmes nacionais em 2023

    Ancine vai reforçar o combate à pirataria de filmes nacionais em 2023

    A Agência Nacional de Cinema pretende mudar o enfoque do combate à pirataria audiovisual no próximo ano

    A Ancine vai ter vida complicada em 2023. Afinal, a Agência Nacional de Cinema afirma que vai reforçar o combate à pirataria de filmes nacionais no ano que vem. Em suma, a medida tem como base o objetivo de diminuir a ilegalidade diante da produção audiovisual brasileira.

    Ancine contra a pirataria

    Com toda a certeza, os números surpreendem. De acordo com dados divulgados pelo jornal O Estado de São Paulo, em março deste ano, 4,5 bilhões de streams e downloads não licenciados foram realizados no Brasil entre janeiro e setembro de 2021. Revelando que a prática ilegal continua tirando o sono de muitos executivos do entretenimento – principalmente nacionais.

    Em setembro de 2022, a Associação dos Servidores Públicos da Ancine (Aspac) já havia enviado um ofício para a agência. O documento alegava que filmes brasileiros não vinham sendo priorizados no acordo de combate à pirataria firmado com a Motion Picture Association (MPA-AL).

    A MPA é representante de grandes estúdios de Hollywood, como Fox, Warner Bros., Paramount, Universal e Sony.

    Segundo informação divulgada pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, a Ancine decidiu mudar a sua estratégia de combate à pirataria. A mudança começou já no último dia 8 de dezembro. Na ocasião, a agência exonerou o até então Coordenador da Superintendência de Combate à Pirataria, Eduardo Luiz Perfeito Carneiro.

    Para ocupar o cargo que ficou vago, foi escolhido o nome de Carlos Chelfo. O novo coordenador será responsável por rever o acordo com o MPA para dar prioridade à proteção de obras nacionais.

    Próxima grande estreia do cinema nacional

    A próxima grande estreia do cinema brasileiro está programada para esta quinta-feira, 22. A comédia romântica “O Amor dá Voltas”, de Marcos Bernstein, vai às telonas com Cléo Pires, Igor AngelKorte e Juliana Didone no elenco.

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  • Com “Harry & Meghan” Netflix registra sua melhor semana de estreia para documentários

    Com “Harry & Meghan” Netflix registra sua melhor semana de estreia para documentários

    “Wandinha” também atinge a marca de bilhões de horas assistidas dentro do streaming

    A família real britânica mais uma vez mostra o seu poder em “Harry & Meghan“. Em suma, a série é responsável pela melhor estreia de produções do gênero documental da Netflix. Os três primeiros episódios de lançamento chegaram a 81,55 milhões de horas assistidas em todo o mundo.

    Enquanto isso, a mediação interna da Netflix informa que “Wandinha” também fez história. A produção sobre a integrante da Família Addams, se tornou a terceira série do streaming a atingir um bilhão de horas de visualização em suas primeiras quatro semanas. Protagonizado por Jenna Ortega, a obra fica atrás apenas de “Round 6” e “Stranger Things”.

    O feito de “Harry & Meghan”

    Como esperado, “Harry & Meghan” narra o relacionamento entre o Duque e a Duquesa de Sussex. A história vai desde o namoro do casal até o momento da decisão de se afastarem como membros ativos da família real britânica.

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    “Harry & Meghan” – Divulgação: Netflix

    A série estreiou como a número um da Netflix no Reino Unido. Além disso, ficou também entre as dez mais assistidas em 85 países ao redor do mundo.

    No seu país natal, o primeiro episódio de “Harry & Meghan” teve 2,4 milhões de espectadores. Foi a maior contagem de um dia desde que a Netflix se juntou ao serviço de classificação do Reino Unido Barb, em outubro. O segundo episódio teve 1,5 milhão de espectadores, ao passo que o terceiro teve 800 mil em seu primeiro dia.

    A Netflix afirma que 28 milhões de contas ao redor do mundo assistiram à série nos seus primeiros quatro dias. A segunda metade da obra estreia em 15 dezembro, ainda em 2022.

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  • Xuxa vai voltar às telonas após 14 anos

    Xuxa vai voltar às telonas após 14 anos

    A apresentadora vai interpretar a fada Tatu em adaptação do livro de Thalita Rebouças

    A Rainha dos Baixinhos está de volta. Xuxa Meneghel vai retornar aos cinemas em 2023. Após 14 anos da última vez em que interpretou uma personagem de filme, a apresentadora agora vai dar vida à fada Tatu na adaptação de “Uma fada veio me visitar”. A história toma como base o livro escrito por Thalita Rebouças.

    Xuxa interpreta a fada Tatu

    A trama da obra original conta o caso de Luna, uma garota que vive um momento de grande preocupação com o seu futuro. Afinal, está em semana de provas na escola e já possui duas notas vermelhas no bimestre. O problema piora quando sua mãe avisa que se a situação não melhorar, a menina será castigada deixando de sair para festas, cinemas, praias, shoppings, além de ficar sem internet.

    Em meio à tentativa desesperada de conseguir bons resultados, a garota cai no sono e acorda com a presença inesperada da fada Tatu. Esta, que por sinal, espera contar com a ajuda de Luna para completar a difícil missão a qual foi encarregada.

    Foto: Divulgação/Blad Meneghel

    A personagem vivida por Xuxa é uma fada com estilo dos anos 80. No entanto, se engana quem pensa que as surpresas param por aí. Cada vez que Tatu apetece em cena, surge também uma personagem icônica como She-Ra, Madonna, Cindy Lauper, Clara Nunes e até mesmo Angélica.

    O grande retorno

    A presença da apresentadora no longa-metragem roteirizado pela própria Thalita Rebouças, além de Patricia Andrade, marca o seu retorno à sétima arte após 14 anos. A última vez foi em 2009, na obra “Xuxa e o Mistério de Feiurinha”.

    “Uma fada veio me visitar” ainda tem no elenco nomes como Zezeh Barbosa, Dani Calabresa, Livia Inhudes, Anna Lima, Robson Caetano, Camila Loures e Denise Del Vecchio.

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  • Mickey 17: novo filme de Bong Joon Ho ganha data de lançamento

    Mickey 17: novo filme de Bong Joon Ho ganha data de lançamento

    A nova produção do vencedor do Oscar tem Robert Pattinson no elenco

    O que muitos aguardam está para acontecer em “Mickey 17”. O retorno de Bong Joon Ho agora está confirmado. A nova produção do vencedor do Oscar em 2020 teve a sua data de lançamento anunciada. Contudo, a ansiedade do público ainda vai perdurar por um tempo. Segundo a Warner Bros., a obra tem previsão de estreia para março de 2024.

    Inspirado no romance “Mickey 7”, de Edward Ashton, publicado no início de 2022, o próximo trabalho de Hoo tem causado curiosidade no universo da sétima arte. Afinal, este será o primeiro filme do cineasta após sair vitorioso da cerimônia do Oscar, na edição de dois anos atrás. Na ocasião, o filme “Parasita” levou as estatuetas de melhor filme internacional, melhor roteiro original, melhor direção e melhor filme.

    Bong Joon Hoo
    Bong Joon Hoo – Reprodução/TIME

    Vale destacar que a produção sul-coreana fez história ao se tornar o primeiro longa-metragem de língua não inglesa a levar a categoria principal da premiação.

    A trama de “Mickey 17”, novo filme de Bong Joon Ho

    A história do livro de baseia em um homem conhecido como dispensável em uma missão para colonizar um planeta distante. Ao longo da missão, os membros são separados em colônias onde alguns tripulantes são responsáveis por realizar tarefas perigosas – tarefas que certamente podem levá-los à morte. Contudo, durante o processo suas memórias são copiadas e eles são restaurados em corpos clonados quando morrem.

    No romance, Mickey 7 – que é a sétima versão do protagonista – é deixado para morrer em uma das missões, mas sobrevive. Quando retorna para a base, descobre que Mickey 8, um clone dele mesmo, já foi criado.

    Além de anunciar a data de lançamento do longa, a Warner também divulgou um pequeno teaser sobre o filme.

    O elenco de peso de “Mickey 17”

    Para o seu retorno às telonas, Hoo conta com um elenco de peso. Com Robert Pattinson no papel principal, o filme ainda tem nomes como Steven Yeun, Naomi Ackie, Toni Collette e Mark Ruffalo. A produção fica por conta da Plan B Entertainment, com Dooho Choi da Kate Street Picture Company, e o próprio Bong Joo, por meio do seu banner Offscreen, Inc.

    Por fim, a produção é completa com Darius Khondji como diretor de fotografia, Fiona Crombie como a desenhista de produção, Dan Glass como supervisor de efeitos visuais, Jinmo Yang na edição, além da figurinista Catherine George. A música é do compositor Jae-il Jung, o mesmo de Parasita.

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  • Petra Belas Artes exibe clássico Blade Runner com trilha sonora ao vivo

    Petra Belas Artes exibe clássico Blade Runner com trilha sonora ao vivo

    A dupla Caranguejo-Escorpião será responsável pelo musicado da obra que completa 40 anos

    Fim de ano chegando com nostalgia. Pelo menos, é o que acontece no Petra Belas Artes, em São Paulo, no próximo dia 11 de dezembro. Um dos mais famosos cinemas de rua no país exibe o filme Blade Runner, de 1982, com trilha sonora ao vivo.

    O evento “Belas Sonoriza”, que ocorre mensalmente, escolheu desta vez homenagear a obra dirigida por Ridley Scott, que em 2022 completa 40 anos do seu lançamento. A dupla Caranguejo-Escorpião será a responsável pela trilha sonora do filme que tem como protagonista a estrela Harrison Ford.

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    Pôster oficial de Blade Runner (1982) – Divulgação/Warner Bros. Pictures
    O filme da vez no Petra Belas Artes

    Blade Runner conta a história de um futuro distópico, onde um policial persegue humanos projetados, como um Caçador de Andróides. A trama se passa no ano de 2019, quando o protagonista Rick Deckard (Ford) é forçado pela polícia a deixar a sua aposentadoria e sair em busca de quatro humanos criados geneticamente que vieram à Terra.

    Contudo, como são designados para realizar trabalhos árduos os humanos fabricados são mais fortes, mais velozes e mais inteligentes do que os normais. Além disso, também não sentem dor ou remorso, são quase indistinguíveis de outros humanos e estão matando pessoas. Sendo assim, Deckard deve detê-los o quanto antes.

    A trilha sonora

    Os artistas Cauê Bravim e Daniele Dantas compõem a dupla Caranguejo-Escorpião. Juntos, prometem uma apresentação ao vivo com uma trilha sonora composta por sintetizadores, bateria eletrônica e alguns instrumentos orgânicos. Por fim, a performance é realizada com controladores MIDI e sensores de movimento para regência virtual.

    Sobre o evento

    “Belas Sonoriza Blade Runner” acontece no domingo, 11 de dezembro, às 17h (horário de Brasília). O evento é realizado pelo Cine Petra Belas Artes e os valores dos ingressos podem ser conferidos no portal oficial ou na bilheteria do estabelecimento.

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  • Indígena realiza 1º Festival de Cinema sobre povos originários

    Indígena realiza 1º Festival de Cinema sobre povos originários

    O evento marcado para o mês de dezembro acontece de forma presencial e online

    Com toda a certeza, Takumã Kuikuro entra para a história do audiovisual brasileiro. O cineasta mato-grossense é responsável pelo 1º Festival de Cinema de Cultura Indígena (FeCCI). O evento que está marcado para acontecer entre os dias 2 e 11 de dezembro é realizado no Cine Brasília, no Distrito Federal. Contudo, mesmo quem está longe pode conferir, já que a mostra será disponibilizada também de forma online.

    A importância do 1º Festival de Cinema de Cultura Indígena

    Segundo palavras do próprio Kuikuro, o festival é um sonho idealizado por ele há mais de 10 anos. O indígena pertencente ao Parque Nacional do Xingu revela a sensação de que agora o cinema e a cultura dos povos originários do Brasil se tornam protagonistas centrais das próprias produções audiovisuais.

    Há 10 anos atrás eu era um dos poucos cineastas indígenas em atuação no Brasil. Frequentava alguns festivais e vi que não existia ainda um com maior foco nos cineastas indígenas”, declarou Kuikuro.

    Takumã Kuikuro
    Takumã Kuikuro durante filmagens de produções audiovisuais — Foto: Carlos Fausto

    Para ele, idealizar um evento como este apresenta para à população em geral as histórias de resistência e a importância da tradição dos mais de 305 povos originários do país. Além disso, reforça toda a ajuda e manutenção à biodiversidade realizada pelos indígenas.

    Em 2011, eu estava no Cine Brasília como convidado, para mostrar o filme Hipermulheres. Depois, fui o primeiro júri indígena do Festival de Cinema de Brasília. Hoje, volto à casa do Cine Brasília, com um festival inteiro focado na temática, com mais de 40 filmes”, completou o cineasta.

    O Festival

    “Como você cuida da sua aldeia?” é o tema do festival. Dessa forma, a programação conta com uma série de filmes, masterclasses, rodas de conversas com diretores, cineastas e parceiros que estão aliados com a produção indígena. Além das atividades presenciais, o evento também possui programação online. Tudo isso de forma totalmente gratuita.

    Kuikuro pensa a realização do evento como se fosse uma semente. Segundo ele, essa inciativa faz parte de um movimento maior, para que o cinema feito pelos povos indígenas seja fortalecido.

    Essa é uma das primeiras mostras competitivas do Brasil com esse foco. Temos filmes especialmente de jovens cineastas. Ter uma mostra competitiva é reconhecer as produções e fortalecer os realizadores com premiações que possam estimular esse fazer criativo para que mais produções possam ser realizadas”, concluiu.

    Toda a programação do 1º Festival de Cinema de Cultura Indígena pode ser acompanhada no portal oficial do Cine Brasília.

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  • Scarlett Johansson estrela o seu primeiro papel para a TV em ‘Just Cause’

    Scarlett Johansson estrela o seu primeiro papel para a TV em ‘Just Cause’

    A atriz vai protagonizar o projeto do Prime Video, da Amazon

    Scarlett Johansson vai assumir o seu primeiro papel na TV. Escalada para ser a protagonista de Just Cause (Causa Justa – em tradução livre), a atriz vai liderar o projeto para o Prime Video, da Amazon. Curiosamente, revisitando um de seus primeiros trabalhos na carreira.

    Baseado no romance de 1992, de John Katzenbach, o longa foi lançado em 1995, estrelando Sean Connery. Na ocasião, em um de seus primeiros papéis no cinema, Johansson interpretou a filha do personagem vivido por Connery.

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    Scarlett Johansson em Viúva Negra (2021) – Divulgação: Marvel Studios
    A trama da série estrelada por Scarlett Johansson

    A versão atual da série será centrada em Madison “Madi” Cowart (Johansson), a repórter de um jornal da Flórida, Estados Unidos. Na trama, Madi é designada para cobrir os últimos dias de um preso no corredor da morte e chega até a acreditar nas alegações de inocência do prisioneiro.

    O projeto com previsão para ser lançado no Prime Video, da Amazon, está sendo produzido com a Warner Bros. TV. Hall, These Pictures (banner de Johansson), além de Jonathan Lia e Keena Flynn são os produtores executivos. A supervisão fica por conta de Zara Duff, chefe de televisão da empresa.

    Atualmente, Scarlett Johansson está filmando Projeto Artemis para a Apple TV+, com direção de Greg Berlanti. Duas vezes indicada ao Oscar, a atriz ainda participa das produções dos títulos Asteroid City, de Wes Anderson, e My Mother’s Wedding, de Kristin Scott Thomas. Além disso, encerrou oficialmente a sua participação no universo cinematográfico da Marvel com o filme Viúva Negra (2001).

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  • Greta Gerwig temia que assumir o filme Barbie pudesse acabar com sua carreira; veja o motivo

    Greta Gerwig temia que assumir o filme Barbie pudesse acabar com sua carreira; veja o motivo

    O longa dirigido pela cineasta estreia nos cinemas brasileiros em julho de 2023

    Decerto, assumir um novo projeto nunca é algo fácil. Ainda mais quando se é uma das principais referências no atual universo de Hollywood. Dessa forma, para Greta Gerwig, diretora de obras como Adoráveis Mulheres (2019) e Lady Bird: A Hora de Voar (2017), a decisão de tomar à frente de um desafio com nome forte no mundo pop lhe causou incertezas. Afinal, a cineasta é responsável por Barbie, próximo filme da Warner Bros.

    Greta Gerwig revela o que pensou antes de aceitar dirigir Barbie

    Durante entrevista ao podcast de Dua Lipa, intitulado At Your Service, Greta revelou algumas reflexões que teve fazer antes de aceitar o trabalho. A artista conta que pensou muito para encarar escrever o roteiro ao lado de Noah Baumbach (História de um Casamento) e, logo depois, assumir a direção do projeto.

    Foi algo emocionante porque foi aterrorizante”, disse Gerwig sobre aceitar o novo projeto. “Eu acho que foi uma grande parte disso, como: ‘Oh, não, Barbie!’”.

    Greta Gerwig
    Greta Gerwig – Alberto Rodriguez/Deadline via Getty Images

    Um fator que a influenciou positivamente foi que já havia um interesse prévio em trabalhar com Margot Robbie (Eu, Tonya). Então, como a atriz garantiu os direitos populares da linha de brinquedos da Mattel, empresa fabricante da boneca Barbie, tudo ficou mais fácil para Gerwig.

    Parecia uma vertigem começar a escrevê-lo, como: ‘Por onde você começa e qual seria a história?’ E acho que foi essa sensação que tive de saber, que (produzir isso) seria um terror realmente interessante. Geralmente é onde estão as melhores coisas, onde você fica tipo: ‘Estou apavorado com isso. Pode acabar com a minha carreira’ – então você pensa: ‘Eu provavelmente deveria fazer isso’”, explicou a cineasta.

    O filme Barbie possui direção de Greta Gerwig e está previsto para estrear nos cinemas brasileiros em 20 de julho de 2023. Margot Robbie assume o papel da protagonista da história, enquanto Ryan Gosling interpreta Ken. O elenco ainda conta com nomes como America Ferrera, Simu Liu, Kate McKinnon, Ariana Greenblatt, Alexandra Shipp, Emma Mackey, Kingsley Ben-Adir, Issa Rae, Michael Cera, Rhea Perlman e Will Ferrell.

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