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  • Por que a greve de roteiristas e atores em Hollywood? Como isso afeta os futuros lançamentos?

    Por que a greve de roteiristas e atores em Hollywood? Como isso afeta os futuros lançamentos?

    Não é de hoje que Hollywood tem passado por protestos contra sua forma de tratar parte das equipes da área cinematográfica. Faz 60 anos, no governo de Ronald Reagan, que aconteceu tal paralisação que afetou toda a indústria, e Hollywood está a ponto de repetir esse episódio, em uma época recheada de lançamentos que serão paralisados, ou cancelados, por conta da greve de roteiristas e atores.

    A greve dos roteiristas começou no dia 2 de maio deste ano(2023), e não demorou para acarretar uma série de paralisações de séries, como: Cobra Kai(Netflix), A Casa do Dragão(MAX), O Senhor dos Anéis- Os Anéis do Poder(Amazon Prime Video), Stranger Things(Netflix), Andor(Disney+), The Last Of Us(MAX), The Mandalorian(Disney+), The Penguin(MAX) , entre muitas outras.

    Um grande número de atores começaram a fazer parte dos protestos feitos por roteiristas por melhores condições de trabalhos entre outros fatores, e foi o chamariz para a categoria de artes cênicas começarem a exigir os mesmos das grandes produtoras, abordando mais pontos a acrescentar até mesmos aos roteiristas em greve à 11 semanas.

    Depois da greve de roteiristas que teve começo em maio desse ano(2023), os atores sinalizam nesta quinta-feira(13 de Julho) em se juntar a greve após a falta de acordo com os grandes estúdios de Hollywood.
    Stranger Things | Netflix

    Os Roteiristas estavam em uma negociação com grandes produtoras para aumento de salário. Porém, pelo acordo não ter sido bem sucedido, logo começou a greve dos roteiristas em Hollywood em maio. Os atores tentaram entrar em um acordo parecido com as grandes produtoras, acrescentando pontos como: Pagamentos “residuais” e o regulamento de imagem envolvendo a inteligência artificial.

    Nesta quinta-feira(13 de Julho), o sindicato de atores de Hollywood(SAG-AFTRA) comentou sobre como não foi possível chegar em um acordo com os estúdios para evitarem a greve:

    “Depois de mais de quatro semanas de negociações, a ‘Alliance of Motion Picture and Television Producers’ (AMPTP, Aliança de Produtores de Cinema e Televisão)… continua relutante em oferecer um acordo justo em pontos cruciais que são essenciais para os membros do SAG-AFTRA” afirmou o sindicato em comunicado. | G1 Globo

    Depois da greve de roteiristas que teve começo em maio desse ano(2023), os atores sinalizam nesta quinta-feira(13 de Julho) em se juntar a greve após a falta de acordo com os grandes estúdios de Hollywood.
    A Casa do Dragão | Max

    Mas a pergunta que não quer calar: Como essas greves vão afetar o público consumidor? Oque é esse momento para a história do audiovisual? Além desses momentos acontecerem em paralelo a uma das maiores estreias dos últimos anos, Barbie e Oppenheimer, vivemos a época com maior consumo de séries em plataformas streaming. Produções que serão as principais afetadas pelas greves, além de filmes de Super-Herói como DeadPool 2, que teve produção paralisada a partir de hoje(13 de Julho).

    É provável que muitas das produções citadas acima, além de outras que vão resultar em paralisação por conta das greves, vão passar por mudanças significativas de lançamento, além de remexer a estrutura de direitos trabalhistas em Hollywood, que vem sido alvo de criticas por muitos anos, tendo sua última greve de roteiristas em 2007, ano em que o Globo de Ouro não aconteceu por conta do ocorrido citado a pouco.

    A greve de atores e roteiristas nunca esteve em um momento tão propício para se acontecer, com a evolução das redes sociais e sua agilidade em mandar informações para todos os interessados e aos consumidores de seus trabalhos, como em um momento em que as produções dos Estados Unidos tem tido um aumento gradativo e em diversas produtoras. Chegou o momento em que os grandes estúdios vão ter que, realmente, aceitar um acordo com ambas as classes em greve. Acordo que agora passará por uma pressão que é a dos espectadores ansiosos pelos shows paralisados e pela economia desses grandes estúdios que precisam continuar em movimento.

    Depois do artigo sobre as greves em Hollywood, leia também:

  • Greve dos roteiristas: entenda quais produções irão ser paralisadas

    Greve dos roteiristas: entenda quais produções irão ser paralisadas

    Na última terça-feira (2), a Writers Guild of America (WGA), sindicato dos roteiristas de Hollywood, iniciou uma greve da categoria. Isso resultará de forma prática uma mudança no status de séries e programas de TV, além de possíveis anúncios de cancelamentos e paralisações de diversas produções.

    Greve dos roteiristas : entenda quais produções irão ser paralisadas
    Reprodução

    Séries como Cobra Kai e Good Omens tiveram suas produções paralisadas. Programas aclamados internacionalmente como The Tonight Show Starring Jimmy Fallon e Jimmy Kimmel Live também sofrerão interrupções, televisionando reprises enquanto novos programas não são produzidos.

    Confira a lista dos programas e séries que já se pronunciaram sobre a greve, até o momento.

    Cobra Kai (Netflix) – Roteiristas interromperam a produção do último ano da série.

    Yellowjackets (Paramount+) – Ashley Lyle, co-criadora da série afirmou no Twitter que “Tivemos exatamente um dia na sala dos roteiristas do terceiro ano de Yellowjackets. Foi incrível, criativamente revigorante e muito divertido, e estou muito animada para voltar assim que o #WGA conseguir um acordo justo”.

    Good Omens – Neil Gaiman, o criador afirmou no Twitter: “Estou no Writers Guild of America. Eu gostaria que isso não estivesse acontecendo e apoio absolutamente. Quando eu acordar amanhã estarei em greve. (Para evitar as perguntas inevitáveis, Good Omens [temporada] 2 foi concluída e entregue. Talvez eu não consiga promovê-la como esperava.)”

    Abbott Elementary (Star+) – Brittani Nichols afirmou ao Democracy Now o seguinte: “Nós somos uma série que escreve os roteiros enquanto os episódios vão ao ar (…) Se a greve for duradoura, nossa série não vai sair a tempo e isso pode mudar a quantidade de episódios, o que eu tenho certeza que irá frustrar muito as pessoas”

    House of the dragon (HBO) – O roteiro da segunda temporada já foi entregue, fazendo com que as gravações avancem normalmente mesmo com a greve.

    Cenário The Tonight Show Starring Jimmy Fallon
    Reprodução – Cenário The Tonight Show Starring Jimmy Fallon

    Segundo uma reportagem do The Wrap, Talk Shows e programas de variedades serão afetados também, como é o caso dos programas Last Week Tonight with John Oliver, The Late Show with Stephen Colbert, Jimmy Kimmel Live, The Tonight Show Starring Jimmy Fallon e Late Night with Seth Meyers que não entrarão ao vivo e vão exibir reprises até novo aviso.

  • Oscar 2022 | Cinderela é o filme favorito para vencer votação popular

    Oscar 2022 | Cinderela é o filme favorito para vencer votação popular

    Filme de Camila Cabello pode ganhar o prêmio de “favorito dos fãs” na cerimônia do Oscar.

    Segundo o Deadline, a releitura do clássico da Disney protagonizado por Camila Cabello, Cinderela (2021), ganhou muita força nos últimos dias na votação popular de melhor filme (premiação que será novidade na cerimônia desse ano).

    oscar 2022
    Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS)

    Provavelmente esse favoritismo se dá por conta da enorme legião de fãs da cantora Camila Cabello, que fez sua estréia no cinema em Cinderela.

    Para votar é muito simples, basta você fazer um tweet com o nome do filme e a hashtag #OscarFanFavorite ou descrevendo sua cena favorita e a hashtag #OscarsCheerMoment até o dia 3 de março, porém só é permitido 20 tweet por dia em cada categoria.

    Cinderela é um musical moderno com uma abordagem ousada do conto de fadas clássico. Nossa heroína (Camila Cabello) tem sonhos ambiciosos, e com a ajuda de seu Fabuloso Fado Madrinho, ela pretende realizá-los. O filme tem um elenco estelar, que inclui Idina Menzel, Minnie Driver, James Corden, Nicholas Galitzine, Billy Porter e Pierce Brosnan.

    A premiação acontecerá no dia 27 de março de 2022 no lendário Dolby Theatre em Hollywood e será transmitido no Brasil pelo canal TNT.

  • John Williams, 90 anos do maestro de Hollywood

    John Williams, 90 anos do maestro de Hollywood

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    John Williams, 90 anos do maestro de Hollywood

    Hoje, 08 de fevereiro, John Williams completa 90 anos de vida. Você pode não conhecer seu rosto, mas com toda certeza já o ouviu nos grandes clássicos de Hollywood! Desde Tubarão, 1975, Steven Spielberg, a Star Wars, 1978, George Lucas. Conheça agora um pouco mais da história de vida de um dos maiores compositores da indústria cinematográfica!

    O COMEÇO DE TUDO

    Nascido em Nova Iorque em 08 de fevereiro de 1932, John Williams foi exposto à música desde muito cedo. Isso porque seu pai, John Williams Sr. era percursionista da banda de jazz Raymond Scott Quintet, que compunha algumas das várias trilhas sonoras dos antigos desenhos clássicos Looney Tunes. Portanto, teve a quem puxar.

    Em 1948, Williams foi para Los Angeles junto de sua família, ingressando em North Hollywood High School, graduando-se em 1950. Mais tarde, entrou na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), estudando com o compositor italiano Mario Castelnuovo-Tedesco. Aos 20 anos, Williams ingressou na Força Aérea dos Estados Unidos, fazendo parte de sua Air Force Band, onde fez vários arranjos musicais.

    Aos 23 anos, em 1955, foi estudar piano com Rosina Lhévinne, em Nova Iorque. Por lá, além de tocar durante a noite em clubes de jazz, trabalhava para compositores de peso, como Henry Macini, compositor da trilha sonora do clássico A Pantera Cor de Rosa, 1963, de Blake Edwards.

    PRIMEIROS TRABALHOS

    Foi apenas em 1958 que Williams conseguiu compor a trilha sonora inteira de um filme: Daddy-O, de Lou Place. Já em 1967, com a composição do filme Valley of the Dolls, Mark Robson, ganhou sua primeira indicação ao Oscar e muita notoriedade. Porém, foi apenas com Um Violinista no Telhado, 1971, de Norman Jewison, que Williams ganhou de fato seu primeiro Oscar de Melhor Trilha Sonora Adaptada. A partir daí, só sucesso!

    SÓ SUCESSOS

    Em 1974, Williams fez sua primeira parceria com Steven Spielberg, em Louca Escapada. O relativo sucesso do filme fez com que a parceria se repetisse no ano seguinte, 1975, com um dos filmes de maior sucesso da história do cinema: Tubarão, que, graças à composição de Williams, ganhou o tom de suspense que precisava.

    Ganhando outro Oscar, Williams não parou mais, compondo as trilhas sonoras de grandes clássicos do cinema, sendo os mais notáveis:

    • 1976, Trama Macabra, Alfred Hitchcock, sendo seu único trabalho com o mestre do suspense;

    • 1977, Star Wars, George Lucas e Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Steven Spielberg, sendo indicado como Melhor Trilha Sonora pelas duas produções, mas ganhando apenas pela famosa composição musical da primeira, tornando-se peça fundamental da franquia;

    • 1978, Superman – O Filme, Richard Donner, apenas recebendo uma indicação da Academia;

    • 1980, Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca, George Lucas, criando a icônica trilha sonora tema de Darth Vader, Marcha Imperial;

    • 1981, Os Caçadores da Arca Perdida, Steven Spielberg, recebendo apenas mais uma indicação da Academia, também tornando-se peça fundamental da franquia;

    • 1982, E.T., O Extraterrestre, Steven Spielberg, vencendo na categoria de Melhor Trilha Sonora Oscar 83;

    • 1990, Esqueceram de Mim, Chris Columbus, ganhando mais um Oscar de Melhor Trilha Sonora;

    • 1993, Jurassic Park e A Lista de Schindler, ambos de Spielberg, ganhando o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original pela segunda produção;

    • 2002/2005, Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, sendo indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora.

    John Williams é a segunda pessoa mais indicada ao Oscar da história, com 51 nomeações, perdendo apenas para Walt Disney. Ao todo, possui mais de 220 indicações de várias premiações, e 112 prêmios, sendo o compositor de trilha sonora de filmes mais laureado da história. Parabéns John Williams!

    Fontes: IMDb

  • Civil War | Wagner Moura entra para o elenco do próximo filme do diretor de ‘Ex_Machina’

    Civil War | Wagner Moura entra para o elenco do próximo filme do diretor de ‘Ex_Machina’

    Alex Garland foi indicado ao Oscar por seu roteiro em Ex_Machina: Instinto Artificial

    Wagner Moura é um dos artistas brasileiros mais populares atualmente entre os estúdios em Hollywood, além de ser um dos integrantes do vindouro filme da Netflix The Gray Man, superprodução dirigida por ninguém menos que a dupla Joe e Anthony Russo, responsáveis pelos filmes Vingadores: Guerra Infinita e Ultimato, o ator também já fez a sua estreia como diretor na cinebiografia sobre Carlos Marighella em Marighella, lançado em 2021 nos cinemas.

    Segundo a Variety, o ator se juntou ao elenco do próximo filme do diretor Alex Garland, que entregou obras cultuadíssimas como: Ex_Machina: Instinto Artificial (2014) e Aniquilação (2018), o primeiro recebeu uma indicação ao Oscar por Melhor Roteiro Original e venceu na categoria de Melhores Efeitos Visuais. No elenco estão nomes de peso como: Kirsten Dunst (Trilogia Homem Aranha, Ataque dos Cães), Stephen McKinley Henderson (Duna, Um Limite Entre Nós) e a jovem atriz Cailee Spaeny, que despontou na elogiada série da HBO Mare of Easttown.

    Intitulado como Civil War, o filme ainda não tem uma data de estreia, nem detalhes sobre o enredo foram divulgados, somente que será uma obra de ficção científica ambientada em um futuro próximo. Alex Garland além de dirigir, escreve o roteiro. A produção fica a cargo da A24, responsável pelos lançamentos de O Farol, A Bruxa, A Tragédia de MacBeth e Hereditário,

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    O diretor Alex Garland (à direita) no set de Ex_Machina com a atriz Alicia Vikander (à esquerda)

    Fonte: Variety

  • O Outro Lado do Vento e o ataque de Orson Welles à uma lunática Hollywood

    O Outro Lado do Vento e o ataque de Orson Welles à uma lunática Hollywood

    Lançado após anos de problemas técnicos, legais e a morte de Welles durante uma espécie confusa de “pós-produção“, “O Outro Lado do Vento” foi lançado em 2018, pela Netflix e de acordo com os principais desejos do cineasta para sua última obra-prima. Ninguém sabe direito o que Welles pretendia, no todo, com o filme, gerando até um documentário sobre o assunto, o excelente “ Serei Amado Quando Morrer” (2018) que foi lançado juntamente com o corte final do filme, como um complemento desse tão bizarra e divertida história (tirando o pesar de um cineasta tão genial não conseguir gravar em paz).

    Após o sucesso estrondoso de “Cidadão Kane” (1941), Welles ficou marcado pelos estúdios como um gênio problemático, extremamente inventivo, mas perigoso para os tão conformistas modelos de negócio dos mesmos. Mesmo tendo feito o que muitos consideram o melhor filme estadunidense já feito, a sua vida foi marcada pelas mais complicadas dificuldades para poder gravar os projetos que tanto amava, se mudando para a Europa e recebendo cortes bizarros em obras como “Soberba” (1942) e “A Marca da Maldade” (1958).

    Os conflitos com o magnata das comunicações William Randolph Hearst, o canalha que inspirou seu Cidadão Kane e um dos sujeitos mais sujos que já passou pelo capitalismo norte-americano, também não ajudaram nem um pouco. A RKO Pictures sofreu imensas pressões de Hearst para cancelar o lançamento do filme, cuja trama não esconde os efeitos negativos do chefão da imprensa para a democracia norte-americana.

    Orson Welles
    Antológica cena de “Cidadão Kane“. “RKO“.

    Passados alguns anos, Welles se dedicou ao seu trabalho na Europa, lançado excelentes adaptações das principais obras de William Shakespeare, como “Macbeth – Reinado de sangue” (1948) e “Othello” (1952). Além disso, o cineasta ainda lançou o genial “Verdades e Mentiras” (1973) e “Falstaff – O Toque da Meia Noite” (1965), um dos épicos mais criativos já filmados na história da humanidade e outros dos seus projetos que também esteve ligado à vários problemas legais.

    Nos anos 70, Welles planejava sua volta à Hollywood, montando um projeto ousado e reunindo seus aliados: Oja Kodar, sua companheira e atriz, Peter Bogdanovich (“Lua de Papel“), seu pupilo e cineasta em ascensão e John Huston (“O Tesouro de Sierra Madre“), o lendário cineasta da Velha Hollywood. O filme deveria dialogar com o próprio processo de criar um filme, estudando os principais elementos que compõem esse tão complexo trabalho e atacando as bizarrices de um sistema tão destrutivo como Hollywood. Os estúdios são os grandes assassinos de mentes criativas, aliados aos tão “queridos” críticos e paparazzis.

    Orson Welles
    Pôster oficial de “O Outro Lado do Vento“. “Netflix“.

    A história acompanha o último dia de vida de um velho cineasta, enquanto ele planeja seu controverso último filme e precisa lidar com todas as pressões e problemas do mundo ao seu exterior. De maneia muito original, Welles traça um retrato de uma Hollywood que não consegue conversar com si mesma, gritando à todo momento e fazendo perguntas cada vez mais idiotas. Os jovens sempre ao redor, seu pupilo irônico, uma crítica prepotente e os vários flashes da mídia irritam cada pedaço da alma de J.J. Jake Hannaford (Houston).

    Hannaford, querendo ou não, é outro dos reflexos de Welles acerca de si mesmo, representando as inseguranças e explosões do diretor de maneira surreal. Assim como, querendo ou não, havia muito de Welles em Charles Foster Kane, há também as pinceladas pessoais do cineasta na construção de um amargo diretor no fim de sua vida. A grandeza de Kane, aliás, parece perseguir e moldar as sombras de Welles, como uma espécie de maldição encantada, cujos efeitos foram sentidos por uma vida inteira.

    A melhor cena é perto do fim: Hannaford pega um velho rifle de caça e começa a atirar em manequins parecidos com seu ator principal que havia acabado de largar a produção. É somente desta forma que se pode trabalhar em um ambiente tão lunático como Hollywood: a partir de tiros e violência.

    Orson Welles
    Os bastidores. “Netflix”

    Há ainda, o filme dentro do filme: uma experimentação de cores e sensações, estrelada pela musa Oja Kodar, um dos amores de Welles e dona de um par de olhos penetrantes. O filme de Hannaford é diferente de tudo o que Welles já havia feito até então, mas ao mesmo tempo, é tão próximo da sua intensidade, gerando sequências de imagens lindíssimas. Fortemente influenciado por “Zabriskie Point” (1970) de Michelangelo Antonioni (“Blow Up- Depois Daquele Beijo“), o filme é um grande ode à Contracultura, ao mesmo tempo em que lida com temas e noções universais, todas menosprezadas pelo mundo ao redor de Hannaford.

    O filme dentro do filme é outro ponto alto da versatilidade de Orson Welles; o homem podia fazer qualquer tudo, navegando pelos gêneros e entregando trabalhos que ficaram na História do cinema mundial. É com verdadeira dor que se deve assistir “Serei Amado Quando Morrer“, percebendo o quão deixado de lado foi Welles, pelos ditos entendidos de cinema e arte. “O Outro Lado do Vento” só poderia ter sido feito desta forma, como uma explosiva zona de guerra, declarando o fim de toda uma carreira e gerando muitas mais perguntas do que respostas.

     Orson Welles
    Outros relatos destes tão lindos bastidores. “Netflix

    Welles não para nos modelos já trabalhados, não escolhe os caminhos mais simples e parece totalmente à vontade em explorar as hipocrisias de um mundo que ele conhece e viveu como ninguém. O amor e ódio entre Hannaford e seu pupilo é parte fundamental disto, ainda refletindo as caóticas relações de Welles com os outros, com Bogdanovich e até mesmo conosco, os tão influenciais telespectadores.

    Para melhor ou pior, “O Outro Lado do Vento” só nos encontrou muitos anos após a morte do gênio, mas suas palavras e ações ainda continuam firmes, no ataque à um mundo louco. Hannaford/Welles parece lutar contra os tão poderosos moinhos de Quixote, afinal, nada pode ser indestrutível.

    Veja também: Quase 45 anos depois, Taxi Driver é um dos filmes mais poderosos já feitos

  • Eddie Murphy diz que racismo nunca afetou sua carreira no cinema

    Eddie Murphy diz que racismo nunca afetou sua carreira no cinema

    Eddie Murphy é um cineasta exemplar no ramo da comédia, sendo ator, diretor, roteirista ou até mesmo dublador de diversos longas. No entanto, nem sempre tudo foi tão fácil na vida de Murphy. Em entrevista ao Radio Times, quando questionado sobre os desafios da sua vida, o ator falou um pouco sobre racismo e como isso influenciou no seu cotidiano e carreira:

    ”Tem sido assim em todos os anos, mas não é só (preconceito) contra os afro-americanos. As mulheres e outras minorias sociais também sofrem (com a falta de diversidade em Hollywood). Os homens brancos dominam os negócios, sempre foi assim”

    Quando perguntado se ele já sofreu racismo durante sua participação em obras cinematográficas em Hollywood, Murphy respondeu:

    ”Em termos de trabalho e carreira, a questão racial nunca foi um problema, isso nunca me afetou. Eu tenho feito filmes por 40 anos, e nunca deixei de participar de um filme porque eu era negro. Eu acho que transcendi esse tipo de coisa. Porém, isso não quer dizer que eu vivi um paraíso até chegar em Hollywood. Eu sou um homem negro que nasceu nos EUA, sou um afro-americano. Crescer nesse país assim, é quase impossível não passar por essas m*erdas alguma vez (situações racistas).”

    Murphy falou sobre as mudanças nas categorias que envolvem a comédia, conforme o mundo avança no debate de pautas sociais e minorias, que são discriminadas também por meio da comédia:

    ”A comédia não mudou. Atualmente, nós estamos passando por tempos de correção política e as pessoas estão mais receosas em fazer comédia, mas não existe data de validade para algo engraçado. Os tempos mudam, o público muda, mas algo que de fato é engraçado vai continuar sendo engraçado.”

    Eddie Murphy reprisará seu papel na sequência O Príncipe em Nova York 2.

    Veja também: Exterminador do Futuro ganhará anime pela Netflix

    Fonte: Radio Times

  • Quase 45 anos depois, Taxi Driver é um dos filmes mais poderosos já feitos

    Quase 45 anos depois, Taxi Driver é um dos filmes mais poderosos já feitos

    Escrito por Paul Schrader, dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Robert De Niro, “Taxi Driver – Motorista de Táxi” (1976) é um dos grandes filmes da chamada Nova Hollywood (movimento cinematográfico dos EUA marcado pelas grandes mentes inventivas, em detrimento do velho sistema dos grandes estúdios e executivos). Esse filme é um dos mais poderosos do cinema estadunidense e um verdadeiro marco para a arte no geral, impactando gerações e proporcionando debates atualizadíssimos.

    Com poderosas atuações coadjuvantes de Jodie Foster (aos 12 anos!), Cybill Shepherd e Harvey Keitel, o filme passa por vários temas universais, ao mesmo tempo que constrói um mosaico muito verdadeiro acerca dos Estados Unidos pós-Vietnã. Deprimido e sombrio, esse país já não parece o mesmo lar do sonho americano, carregando sujeitos confusos e problemas que ainda não serão resolvidos nesta cruel década de 1970.

    Taxi Driver
    Sony Pictures

    O filme é precisamente um produto de seu próprio tempo, retratando a solidão e as mazelas estadunidenses como nenhum outro, mesmo que muitos tentaram e beberam na fonte de Scorsese/Schrader. Muito mais do que a tão lembrada cena do espelho (“Tá falando comigo?”), “Taxi Driver” é primoroso pela formação de todo um ambiente próprio, indo do terror até as relações humanas mais básicas, cuja dependência e toxidade dos personagens ainda levantam questões muito importantes.

    Em sua própria cabeça, cada personagem parece fazer o certo, guiados por uma determinada confusão que eles julgam como verdade absoluta. Não há fatos nesse período, somente interpretações e julgamentos rápidos, definindo toda uma geração de homens e mulheres que simplesmente não conseguem se comunicar. Travis (DeNiro) é resultado direto disto, em um exercício de Scorsese em nos fazer entender um homem abominável, um verdadeiro sociopata.

    Não é só a solidão que transforma Travis no que ele é, mas toda a carga da existência, gerando um dos protagonistas mais interessantes do cinema mundial e uma das tramas mais tensas de se acompanhar como mero espectador. A impotência de todos nós é a fraqueza que Travis carrega, cuja única solução parece ser o cruel massacre ao final dos 110 minutos de filme.

    Taxi Driver
    Scorsese e DeNiro nos bastidores. “Sony Pictures“.

    A trilha sonora de “Taxi Driver“, por sua vez, é quase um personagem à parte, dialogando com as situações e criando um verdadeiro clima de horror, ao mesmo tempo em que entrega um das músicas mais românticas do cinema. Assinada por Bernard Herrmann, o fiel músico de Alfred Hitchcock, as músicas parecem embalar os personagens em uma tensa dança pelas suas próprias vidas.

    A ambientação (fotografada por Michael Chapman, falecido no fim do ano passado) é outro ponto alto do filme, criando a sua própria visão de uma noturna Nova York em frangalhos. Cada rua de “Taxi Driver” conta uma história por si só, gerando um imenso impacto na cabeça do espectador. Com influências da Nouvelle Vague e principalmente dos filmes de Jean-Luc Godard (“Acossado“), as cores parecem explodir na tela, indo da janela do Taxi de Travis até o coração de qualquer um que assiste o filme pela primeira vez.

    Taxi Driver"
    Sony Pictures

    De todos os ângulos possíveis, em todas as décadas assistidas e passados quase 45 anos, “Taxi Driver- Motorista de Taxí” é um dos melhores filmes da filmografia de Martin Scorsese e uma das obras de arte mais influentes do últimos anos. Tirando até os diálogos primorosos, só o estilo visual do longa já vale qualquer assistida. Cinema de gente grande, para falar o mínimo.

    Sinopse: O motorista de táxi de Nova York Travis Bickle, veterano da Guerra do Vietnã, reflete constantemente sobre a corrupção da vida ao seu redor e sente-se cada vez mais perturbado com a própria solidão e alienação. Apesar de não conseguir fazer contato emocional com ninguém e viver uma vida questionável em busca de diversão, ele se torna obcecado em ajudar uma prostituta de 12 anos que entra em seu táxi para fugir de um cafetão.

    Veja também: The Boys | Terceira temporada ganha primeira imagem oficial, confira!

  • Viola Davis critica racismo em Hollywood: “só me chamam para papel de empregada”

    Viola Davis critica racismo em Hollywood: “só me chamam para papel de empregada”

    Em entrevista à Variety, a atriz Viola Davis, vencedora de um Óscar, um Emmy Award e dois Tony Awards, discutiu sobre o racismo estrutural de Hollywood e a falta de oportunidades para atrizes e atores negros. Por isso, ele criou a JuVee Productions, sua própria produtora, na tentativa de quebrar alguns destes estereótipos.

    Ninguém está desenvolvendo filmes com alguém como eu em mente. Eu sou uma mulher de 55 anos, de pele negra, em Hollywood. Eu ainda recebo ofertas para ser ‘a empregada’, ou ‘a mãe de família chorando em cima do cadáver do seu filho no meio da rua.“, disse Davis.

    Viola Davis 2
    Davis em papel recente.

    Quando vemos mulheres negras nas telas, somos uma extensão da nossa história. Somos vistas como tão fortes que ficamos quase masculinizadas. Não sentimos nenhuma dor. Não somos desejadas, ou abraçadas. Na série, tive a chance de explorar o que é ser mulher, toda a bagunça disso, até mesmo os traumas sexuais.“, continua.

    Mesmo que elas não sejam pessoas fáceis de gostar, mesmo que elas não sejam ‘bonitas’ — e essa é uma grande preocupação minha –, mesmo que elas não sejam heterossexuais, mesmo que sintam raiva de Deus. E é uma honra trabalhar com artistas cujo objetivo é aprofundar as histórias que contamos sobre pessoas não-brancas.“, finalizou Davis.

    Fonte: UOL

    Confira também: Marvel aceita pagar salário milionário de Tobey Maguire para Homem-Aranha 3

    https://www.youtube.com/watch?v=WQ4mKz7F4aY
  • Sindicato de atores de Hollywood ameaça expulsar Donald Trump

    Sindicato de atores de Hollywood ameaça expulsar Donald Trump

    O sindicato dos atores dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (19) que iniciou um processo disciplinar contra Donald Trump que pode levar à expulsão do presidente em fim de mandato, apresentador de longa data do famoso reality show “O Aprendiz”.

    O sindicato SAG-AFTRA votou “esmagadoramente” a favor da abertura de um processo por violação da Constituição por Donald Trump, ligado ao ataque ao Capitólio perpetrado por seus apoiadores em 6 de janeiro.

    O comitê disciplinar do sindicato examinará o envolvimento do magnata republicano nesses eventos, que também é objeto de uma segunda acusação no Congresso por “incitamento à insurreição”.

    “Donald Trump atacou os valores que este sindicato tem entre os mais sagrados: democracia, verdade, respeito pelos nossos concidadãos de todas as raças e religiões e a sacrossanta liberdade de imprensa”, afirmou a presidente da SAG-AFTRA, Gabrielle Carteris, em comunicado.

    Os 160.000 membros do SAG-AFTRA incluem atores, mas também um grande número de profissionais dos meios audiovisuais nas mais diversas áreas.

    Fonte: Omelete

    Confira também: Marvel aceita pagar salário milionário de Tobey Maguire para Homem-Aranha 3

  • Em entrevista, Jackie Chan explica o motivo de seu afastamento das grandes produções de Hollywood

    Em entrevista, Jackie Chan explica o motivo de seu afastamento das grandes produções de Hollywood

    Aos 66 anos, e sendo um dos mais bem-sucedidos atores chineses da indústria cinematográfica, Jackie Chan deu uma entrevista para o site brasileiro Filmelier News e explicou o motivo de seu distanciamento das produções de Hollywood nos últimos anos: os papéis que lhe são oferecidos são sempre de policiais.

    Segundo o ator, que estrelou seu último filme no circuito norte-americano com O Estrangeiro (2017), a baixa diversidade afetou sua decisão. “Todos esses anos depois do ‘Karatê Kid’, recebi tantos roteiros, mas o papel é [sempre] um policial de Hong Kong. É por isso que levei sete anos até aceitar um papel em outro filme de Hollywood, com ‘O Estrangeiro’.

    No momento, Jackie Chan colhe os frutos da última produção que estrelou, o longa-metragem chinês Contos do Caçador de Sombras, lançado em 10 de outubro. A produção que chegou diretamente nas plataformas de streaming como o Youtube Filmes, Vivo Play, ClaroVideo e o Now; ganhou notoriedade por conta da participação do humorista Whindersson Nunes como dublador.

    Em entrevista, Jackie Chan explica o motivo de seu afastamento das grandes produções de Hollywood
    Jackie Chan em Contos do Caçador de Sombras | iQIYI Motion Pictures

    O ator que iniciou sua carreira na década de 60, é dono de uma trajetória profissional com mais de 100 filmes. Com toda essa experiência, Jackie Chan se diz pronto para trabalhar em papéis complexos. “Após tantos filmes de ação, já alcancei todas as minhas ambições. É muito difícil encontrar frescor agora. Ser inovador é o mais difícil. Estou ansioso para papéis mais dramáticos. No futuro, continuarei a fazer comédia e ação, mas também outros novos gêneros”.

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    Fonte: Filmelier News e Yahoo

  • Como a carreira de Johnny Depp e Amber Heard mudou após as polêmicas do ex-casal?

    Como a carreira de Johnny Depp e Amber Heard mudou após as polêmicas do ex-casal?

    Hollywood tem um histórico de casos de agressões e abusos, mas um dos maiores e mais complicados casos atuais é dos atores Johnny Depp e Amber Heard.

    Ambos se casaram em 2015, após quatro anos do início do relacionamento no set do filme Diário de um Jornalista Bêbado. Em 2016, Amber pediu o divórcio, logo depois a atriz entrou com uma ordem na justiça contra o ator por violência doméstica, mostrando uma foto machucada como prova das agressões, e enviando uma carta aberta ao Washington Post sobre o abuso.

    Antes da primeira audiência do casal, ainda em 2016, Amber retirou suas acusações de agressão contra o ator. No entanto, no ano seguinte, Heard continuou o assunto com um texto aberto no The New York Times onde relatou suas experiências com abuso emocional e físico.

    Enfim, Johnny Depp entrou na justiça com um processo de difamação de imagem contra Amber Heard, sobre o valor de 50 milhões de dólares. Então, uma série de acusações, vídeos e polêmicas começaram a contornar a briga.

    Como a carreira de Johnny Depp e Amber Heard mudou após as polêmicas do ex-casal?
    Diário de um Jornalista Bêbado, Film Engine

    Em depoimento, Depp falou sobre uma briga com Amber na qual ele quase perdeu o dedo após a atriz arremessar uma garrafa de vodka quebrada na mão dele, e ainda de ter apagado um cigarro em sua bochecha.

    Em contrapartida, uma das fortes acusações de Heard contra o astro é o abuso de álcool e drogas por Johnny, que teria a agredido enquanto estava alterado pelas substâncias.

    O Daily Mail chegou a compartilhar alguns áudios de 2015, onde os atores discutem a respeito de uma viagem para a Austrália, em que Amber Heard confessa ter agredido o ator na noite anterior e eles assumem que existem problemas de violência dentro do relacionamento.

    No entanto, após todas essas polêmicas, como isso afeta e muda a carreira de Johnny Depp e Amber Heard?
    Como a carreira de Johnny Depp e Amber Heard mudou após as polêmicas do ex-casal?
    Animais Fantásticos, Warner
    Como a carreira de Johnny Depp e Amber Heard mudou após as polêmicas do ex-casal?
    Minamata, Metalwork Pictures

    Johnny Depp já foi considerado por anos um dos maiores e mais prestigiados atores de Hollywood, um ícone do cinema alternativo americano, estrela de série policial adolescente dos anos 80, dono de fábrica de chocolate, barbeiro, chapeleiro e encantou uma geração sendo um pirata.

    Apesar de uma carreira em ascensão, suas escolhas pessoais tomaram um caminho oposto e colidiram com sua rota de crescimento.

    Sua performance nas bilheterias já não andava muito bem, principalmente tendo em conta que ele é um dos atores mais caros do mundo, mas os flops sucessivos de filmes tão caros como O Cavaleiro Solitário, Transcendence, Mortdecai e Alice Através do Espelho, são razões suficientes para a estrela sair da lista dos mais caros.

    Seus últimos projetos mostram uma imagem cansada e interpretações caricatas, não apenas para o público, mas também para os críticos.

    Ainda assim, Johnny Depp ainda tinha o carinho e reconhecimento de boa parte do público, com seu estilo excêntrico e seus personagens marcantes. Após as polêmicas sobre violência doméstica, a imagem dele ficou manchada para os fãs, e para alguns ficará manchada para sempre.

    Uma acusação tão grave em um tempo onde feminicídio e feminismo é tão falado, é capaz de afundar a carreira de qualquer um. Por mais que há controvérsias nas acusações de ambos os lados, onde os dois se declaram as vítimas e dividem o público sobre a inocência de cada um, é óbvio que o relacionamento conturbado ficará marcado negativamente em suas vidas profissionais.

    Depp perdeu um grande papel da sua carreira, o capitão Jack Sparrow em Piratas do Caribe, que por ser uma franquia da Disney, o estúdio prefere ficar fora de escândalos, obtendo por fazer um reboot com uma nova protagonista. Ainda não se sabe se o personagem tão querido irá fazer uma participação ou não, mas com certeza vai ser um papel menor do que estamos acostumados.

    Por causa disso, não é nenhuma surpresa ver Johnny Depp em uma nova franquia de aventura como em Animais Fantásticos, ainda que não tenha capturado o público igual ao seu antecessor, Harry Potter. Os dois longas chegaram a sofrer boicotes por causa da escalação do ator no elenco, o que ainda não afetou sua permanência no filme, mas sua ótima interpretação do vilão Grindelwald mostra o quanto ele quer reconstruir sua imagem na indústria cinematográfica.

    Como a carreira de Johnny Depp e Amber Heard mudou após as polêmicas do ex-casal?
    Aquaman, Warner

    A situação de Amber Heard é diferente do então ex-marido, por ser uma atriz menos conhecida, com papéis menores e uma carreira em crescimento, se no começo ela era a única vítima da situação, agora nem todos pensam assim. Com os holofotes sobre si, outros problemas começaram vir à tona, como uma agressão a uma ex-namorada e até comentários racistas no Twitter.

    Mesmo no caso contra Depp, quase ninguém mais a vê como a inocente na história, o que até resultou em um abaixo assinado para que a Warner a retirasse dos próximos filmes de Aquaman.

    O estúdio decidiu permanecer com ela no elenco, o que no futuro pode abrir portas para que Heard cresça profissionalmente no cinema e na TV. Porém, não há novidades confirmadas sobre projetos futuros, além de Mera no longa da DC. Sua ausência na indústria se trata de um afastamento proposital ou sua carreira está em declínio antes mesmo do seu auge?

    Hollywood diversas vezes separa o artista de seu trabalho, em um ambiente que na maior parte é composto por homens. Para Amber Heard, uma atriz pouco consolidada, sua carreira sofrerá mais consequências negativas do que Johnny Depp, que já esteve em seu auge e conseguiu deixar sua marca no cinema, cheio de contatos, amigos e prestígio para garantir seus futuros trabalhos.

    Por fim, não importa para qual lado as polêmicas pendem mais, há sempre um desequilíbrio entre uma jovem em busca de ascensão e um veterano que tenta reacender sua imagem que nunca foi de fato totalmente apagada.

  • Hollywood | Netflix lança trailer da nova série de Ryan Murphy

    Hollywood | Netflix lança trailer da nova série de Ryan Murphy

    A Netflix lançou nesta segunda-feira (20), o primeiro trailer da minissérie Hollywood, produzida pelo Ryan Murphy.

    Depois de The Politician, a parceria Netflix e Murphy continua. O cineasta é conhecido por ser a mente por trás de Glee, American Horror History e American Crime Story.

    Hollywood | Netflix lança trailer da nova série de Ryan Murphy
    Netflix

    De acordo com a diretora e roteirista Janet Mock, a série promete se utilizar do conceito “E se?”, mudando alguns rumos do período histórico para dar espaço à protagonistas pertencentes à grupos minoritários.

    Confira o trailer legendado:

    Hollywood | Netflix lança trailer da nova série de Ryan Murphy
    Netflix

    A série será focada na Era de Ouro de Hollywood e seguirá um grupo de aspirantes a cineastas e atores e sua ambição desenfreada por fama e sucesso. Suas histórias também prometem mostrar as injustiças e preconceitos de raça, gênero e sexualidade por trás das cortinas douradas da indústria do entretenimento.

    O elenco conta com Dylan McDermott (American Horror Story) como Ernie, Joe Mantello (The Normal Heart) como Dick, Holland Taylor (Two and a Half Men) como Ellen Kincaid, Samara Weaving (SMILF) como Claire, Maude Apatow (Euphoria) como Henrietta, Jake Picking (Chassing Life) como Rock Hudson e Laura Harrier (One Life to Live) como Camille. Jim Parsons foi recentemente elencado como o agente de talentos Henry Wilson.

    Hollywood terá 7 episódios e estreia dia 1º de Maio de 2020 na Netflix.

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